Burhan Ozbilici/AP
Burhan Ozbilici/AP

Ataque a flotilha foi 'motivo para guerra', diz premiê da Turquia

Erdogan volta a criticar Israel por ação militar contra ativistas que levavam ajuda a Gaza em 2010

Associated Press

12 Setembro 2011 | 15h51

ANCARA - O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta segunda-feira, 12, que o ataque dos militares de Israel contra uma flotilha que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza em maio do ano passado se constitui "um motivo para guerra". O premiê, porém, afirmou que seu país demonstrou "paciência" ao não reagir ao episódio, que deixou nove ativistas turcos mortos.

 

As declarações de Erdogan foram dadas antes de sua viagem para o Egito, antes de visitar Tunísia e Líbia, países onde revoluções populares derrubaram ditaduras. O objetivo do líder turco é ampliar já grande influência do seu país no Oriente Médio - posição conquistada em parte pela oposição a Israel.

 

Erdogan disse ao canal árabe Al-Jazira que o ataque dos militares israelenses, que ocorreu em águas internacionais, foi "ilegal". Seus comentários foram reproduzidos pela agência estatal turca Anatolia. "Foi um motivo para guerra, mas decidimos agir de acordo com a grandiosa linha turca e mostramos paciência", disse.

 

O governo de Israel não comentou imediatamente as declarações do líder turco, mas as autoridades do Estado judeu já disseram várias vezes que seus militares agiram em defesa própria depois de terem sido atacados por alguns ativistas. Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado no mês passado classificou o bloqueio naval mantido pelos israelenses sobre Gaza como "legítimo", mas criticou o "uso excessivo de força" na operação contra os ativistas.

 

Gilad Erdan, um dos ministros israelenses, disse que a deterioração das relações diplomáticas entre os dois países não é culpa de Israel. "Com a Turquia, tivemos bons laços no passado, e esperamos que possamos melhorar nossas relações, mas não foi decisão nossa estremecer essas ligações", disse ele em Jerusalém, acrescentando que o Estado judeu está preparado para compensar as famílias das vítimas financeiramente.

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