EFE/EPA/YAHYA ARHAB
EFE/EPA/YAHYA ARHAB

Ataque a míssil deixa, ao menos, 60 soldados mortos no Iêmen

Informações foram dadas pela televisão estatal do país

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2020 | 04h53

IÊMEN - Pelo menos 60 soldados leais ao governo internacionalmente reconhecido do Iêmen morreram neste sábado, 18, e mais dezenas ficaram feridos depois que um míssil balístico atingiu um de seus campos na província de Marib, no norte do país, segundo informou a televisão estatal saudita Al Ijbariya. Em um primeiro momento, minutos depois do ataque, fontes militares do campo de treinamento Al Meel, localizado na província de Marib, no norte do país, garantiram à EFE que ao menos onze soldados foram mortos e outros 30 ficaram feridos. Os militares atribuíram o ataque com um míssil balístico aos rebeldes houthis iemenitas, que controlam grandes áreas do norte e noroeste do país, além da capital, Sanaá.

O ataque ocorreu durante a oração muçulmana da tarde, acrescentaram as fontes, que pediram anonimato. Até agora, rebeldes houthis, supostamente apoiados pelo Irã, não reivindicaram o ataque.

Marib é uma cidade petrolífera controlada por forças leais ao presidente, Abdo Rabu Mansur Hadi, internacionalmente reconhecido, e tem a presença das tropas da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita.

A coalizão militar, liderada pela Arábia Saudita, está no Iêmen desde março de 2015, lutando contra os rebeldes em apoio às tropas do presidente iemenita Abdo Rabu Mansur Hadi, exilado em Riad desde que em 2014 os rebeldes tomaram Saná. Em dezembro de 2018, os dois lados iemenitas chegaram a um acordo em Estocolmo com a mediação da ONU, vista como ponto de partida para acabar com o conflito, mas que foi repetidamente violada e cuja implementação até agora se mostrou muito complicada.

O Iêmen é o cenário da maior catástrofe humanitária do planeta, segundo a Organização das Nações Unidas, que alertou repetidamente que pelo menos três quartos dos 30 milhões de pessoas do país precisam de assistência humanitária para atender às suas necessidades básicas. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.