Ataque a posto de segurança paquistanês deixa 17 mortos

Mais de 70 militantes armados com foguetes e morteiros atacaram um posto de segurança nos arredores da cidade de Peshawar, no noroeste do Paquistão, nesta quarta-feira, no ataque mais recente de uma escalada na violência desde que Osama bin Laden foi morto no país no início do mês.

IZAZ MOHMAND, REUTERS

18 de maio de 2011 | 10h52

Dois membros das forças de segurança e pelo menos 15 insurgentes foram mortos durante a troca de tiros de quatro horas, que irrompeu após dois ataques sucessivos ao posto de segurança estabelecido para defender Peshawar, porta de entrada para a tumultuada região noroeste.

"Eles estavam bem armados. Tinham armas pesadas, foguetes, morteiros, tudo. O combate durou cerca de quatro horas e meia", disse o policial Ejaz Khan.

O ataque ocorreu perto de Khyber, parte do cinturão tribal paquistanês fora do alcance da lei na fronteira afegã visto como bastião de militantes, incluindo a Al Qaeda e os braços paquistanês e afegão do Taliban.

Dois membros das forças de segurança foram mortos e cinco ficaram feridos, disse Khan.

As forças de segurança repeliram o primeiro ataque dos militantes, levado a cabo pouco antes da meia-noite, declararam as autoridades.

"Depois realizaram um grande ataque no começo da manhã. Também pedimos reforços para revidar o ataque e conseguimos", disse uma autoridade de segurança de Peshawar.

Ninguém se responsabilizou de imediato pelo ataque, mas militantes ligados à Al Qaeda e ao Taliban intensificaram as ações no Paquistão após a morte de Bin Laden em uma cidade próxima a uma guarnição militar por forças especiais dos EUA.

O Taliban paquistanês, que é próximo da Al Qaeda, prometeu vingar a morte de Bin Laden e disse que seus homens-bomba mataram 80 pessoas na semana passada em uma academia paramilitar na cidade de Charsadda, no noroeste.

Em um suposto ataque sectário nesta quarta-feira, dois homens em uma moto dispararam contra um veículo e mataram quatro muçulmanos xiitas e feriram outros quatro nos arredores da cidade de Quetta, no sudoeste do país.

Grupos militantes sunitas pró-Taliban, muitos dos quais têm laços com a Al Qaeda, estão tentando fomentar conflitos entre as seitas religiosas paquistanesas para desestabilizar o governo, que enfrenta pressão dos EUA e do Ocidente para reprimir os grupos militantes, dizem analistas.

O Paquistão está sofrendo uma pressão ainda maior para provar que enfrenta com seriedade a militância desde que se descobriu que Bin Laden aparentemente viveu pelo menos cinco anos no país a cerca de duas horas de carro do quartel-general do serviço de inteligência paquistanês.

(Reportagem de Faris Ali e Zeeshan Haider)

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