Ataque a prisão na capital do Iêmen deixa ao menos 11 mortos

Explosão com carro-bomba se seguiu a troca de tiros entre militantes e policiais que estavam no local

O Estado de S. Paulo,

14 de fevereiro de 2014 | 10h06

(Atualizada às 16h25) SANAA - Onze pessoas morreram na quinta-feira 13, em um ataque com armas, bombas e granadas contra a principal prisão na capital do Iêmen. O objetivo era libertar prisioneiros, disseram fontes de segurança e testemunhas.

Explosões e tiros puderam ser ouvidos a diversos quilômetros de distância da prisão, localizada no norte de Sanaa e que possui membros da Al-Qaeda entre sues prisioneiros. A maior das explosões estilhaçou janelas na região.

"Um grupo terrorista atacou a prisão central", disse um funcionário do Ministério do Interior iemenita, de acordo com comentários publicados pela agência de notícias estatal, acrescentando ter havido a explosão de um carro-bomba, seguida de um ataque armado contra a instalação. "Os guardas conseguiram confrontar os terroristas e os forçaram a fugir", afirma a reportagem.

Onze pessoas foram mortas, disse uma fonte de segurança. O Ministério do Interior informou que sete guardas morreram e quatro ficaram feridos, enquanto 29 detentos, incluindo 19 presos por causa de crimes relacionados a atos de terrorismo, escaparam em meio ao caos.

O ministério divulgou o nome dos fugitivos e pediu aos cidadãos que notifiquem sobre qualquer informação que ajude a recapturá-los.

Ninguém assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas o Iêmen tem enfrentado uma crescente ameaça de uma das ramificações mais ativas da Al-Qaeda, que matou centenas de pessoas em ataques contra instalações militares e estatais nos últimos dois anos. Alguns sites de notícia iemenitas disseram que a Al-Qaeda estava por trás do ataque.

O Iêmen se tornou mais instável desde que explodiram os protestos em 2011 contra o então presidente, Ali Abdullah Saleh, que cedeu o poder em fevereiro de 2012 a seu vice-presidente, Abdo Rabbo Mansour Hadi. /EFE e REUTERS

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