Arte/estadao.com.br
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Ataque à seleção do Togo em Angola deixa 1 morto e 9 feridos

Equipe viajava do Congo para o país vizinho para disputar a Copa Africana das Nações, que começa no domingo

Associated Press, Reuters,

08 Janeiro 2010 | 15h52

O ônibus da seleção do Togo foi atacado por homens armados em Angola nesta sexta-feira, 8, a dois dias da Copa Africana de Nações. O motorista do ônibus morreu. Nove membros da delegação estão feridos. Dois deles são jogadores: o goleiro Kodjovi Obilale, que está em estado grave, e  o zagueiro Serge Akakpo. Os outros feridos são membros da direção desportiva, administrativa e médica, de acordo com o ministério dos Esportes de Togo. O ataque aconteceu no enclave de Cabinda, região rica em petróleo, com inspirações separatistas.

 

O ministro Angolano Antonio Bento Bembe, responsável pelo enclave de Cabinda, afirmou que o ataque é um ato terrorista. "É um ato de terrorismo que estamos lidando enquanto falamos", disse. Bembe, contudo, não acredita que o grupo separatista Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda, que assumiu a responsabilidade do ataque, tenha sido o verdadeiro autor do atentado: " A FLEC não existe faz tempo. O ataque provém de certos indivíduos que querem  nos causar problemas". 

 

De acordo com Alaixys Romao, um dos jogadores da equipe, sete pessoas foram baleadas. "Atiraram nos jogadores como se eles fossem cachorros e tivemos que ficar 20 minutos debaixo dos assentos para escapar das balas", declarou à Rádio Monte Carlo o atacante Thomas Dossevi, do Nantes. Ainda segundo Dossevi, o ataque foi executado por homens encapuzados fortemente armados.

A equipe ia do Congo, onde estava treinando, para Angola, onde estreia na segunda-feira no torneio contra Gana. Após participar do Mundial da Alemanha, em 2006, a equipe não conseguiu garantir vaga na África do Sul. O principal nome da equipe é o atcante Adebayor, do Arsenal, da Inglaterra.

 

O atacante Dossevi também declarou à edição digital do diário francês L'Equipe que os jogadores estão assustados e já não desejam mais participar da Copa. "Nós somos capazes de fazê-lo. Minha primeira preocupação é com a saúde dos feridos, porque havia uma grande quantidade de sangue no chão. No momento, não temos muitas notícias, só sabemos que eles já foram levados ao hospital", disse Dossevi. "Atiraram em nós, mesmo estando escoltados por dois ônibus e pela polícia", acrescentou.

 

Um porta-voz do Comitê Organizador da Copa Africana de Nações já afirmou que a competição acontecerá, apesar do atentado contra a seleção de Togo. Uma delegação de oficiais angolanos e uma delegação da Confederação Africana de Futebol irá a Cabinda neste sábado, 9, enquanto o primeiro ministro angolano se encontrará com o presidente da CAF, Issa Hayatou, "para tomar decisões a fim de garantir um seguimento tranquilo da competição". A CAF expressou seu "total apoio e simpatia para com toda a delegação de Togo".A FIFA também manifestou sua "máxima simpatia" em um pronunciamento.

Seleção em partida das eliminatórias da Copa de 2010 em setembro. Foto: Noel Kokou Tadegnon/Reuters

 

Notícia atualizada às 20h09

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