KABC / AP
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Atirador mata 12 e fere 22 em bar na Califórnia

Ex-marine que serviu no Afeganistão e foi diagnosticado com estresse pós-traumático abriu fogo contra multidão, a maioria estudantes

O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2018 | 06h41
Atualizado 08 Novembro 2018 | 23h15

THOUSAND OAKS, EUA - Um marine veterano, que serviu no Afeganistão, matou 12 pessoas na noite de quarta-feira (madrugada desta quinta-feira em Brasília) em um bar de música country na cidade de Thousand Oaks, na Califórnia. O xerife do condado de Ventura, Geoff Dean, disse que o atirador, identificado como Ian David Long, de 29 anos e morador da vizinha cidade de Newbury Park, aparentemente se suicidou após a chegada da polícia.

A pistola calibre .45 que ele tinha foi comprada legalmente, mas ele usou um dispositivo que, colocado na culatra de armas semiautomáticas, lhe permitiu abrir fogo de forma completamente automática.

O ataque ocorreu justamente um ano após 58 pessoas serem mortas em um festival de música country em Las Vegas por um atirador que abriu fogo da janela de um hotel. Há um estranho paralelo entre os dois atentados, já que algumas pessoas no Berderline Bar & Grill disseram também ter sobrevivido ao ataque em Las Vegas.

Queixas por distúrbios foram apresentadas contra Long nos últimos anos, incluindo uma denúncia, em abril, que levou especialistas em saúde mental a conversar com ele. Eles suspeitaram que Long poderia estar com estresse pós-traumático pelo tempo em que serviu no Afeganistão, mas determinaram que ele não era uma ameaça para si mesmo ou para outras pessoas e não poderia ser levado involuntariamente a um hospital psiquiátrico.

 

Segundo a NBC, que cita fontes policiais, Long, homem branco com várias tatuagens, chegou ao Borderline Bar & Grill no carro de sua mãe e durante os disparos não disse uma só palavra. O xerife de Ventura afirmou que entre as vítimas estão 11 pessoas que estavam no bar e 1 policial que interveio. Havia ao menos 6 policiais que estavam de folga no bar. O xerife de Ventura falou em 22 feridos, que teriam sido levados para vários hospitais da região.

Testemunhas descreveram o atirador como um homem barbudo, com uma pistola de grosso calibre, e narraram o cenário caótico no bar lotado com centenas de pessoas, a maioria estudantes. O atirador disparou primeiro no segurança do local, enquanto as pessoas se jogavam no chão ou se escondiam atrás das mesas para se proteger.

 Uma testemunha não identificada, citada pelo jornal Los Angeles Times, indicou que o atirador entrou no bar por volta das 23h30 (5h30 de ontem, em Brasília) e começou a atirar com uma pistola. “Atirou muito, ao menos 30 vezes. Ainda ouvia os tiros quando todo mundo havia deixado o bar”, disse. Outras testemunhas relataram que o agressor havia lançado uma bomba de fumaça antes de invadir o bar. 

A maioria das testemunhas citadas pela imprensa americana eram estudantes universitários que descreveram cenas de pânico. “Todo o mundo se jogou no chão rapidamente. Todo o mundo queria sair o mais rápido possível”, disse uma jovem que escapou com uma amiga por uma janela da cozinha.

O ataque a tiros na Califórnia foi o segundo nos EUA em menos de duas semanas. Há dez dias, 11 pessoas morreram em uma sinagoga na cidade de Pittsburgh, no pior ataque antissemita cometido nos país. / NYT, AFP e WASHINGTON POST

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