Ataque a tiros em Caracas mata 1 e fere 6

Uma mulher morreu e outras seis pessoas, partidárias da oposição ao presidente Hugo Chávez, foram feridas a bala durante um protesto em Caracas contra os resultados do referendo de domingo, vencido pelo presidente. Mais de 200 pessoas protestavam na Praça Francia de Altamira, no leste da capital, quando foram atacadas por um grupo que estava em motocicletas e usava roupas vermelhas com a palavra "não", a opção a favor de Chávez no referendo. O chefe de Bombeiros de Caracas, Rodolfo Briceño, disse que uma mulher de 61 anos - identificada como Maritza Ron - morreu. Segundo ele, seis pessoas ficaram feridas, entre elas o deputado Ernesto Alvarenga, do Partido Solidariedade. Sérgio Contreras, um manifestante, disse que os agressores "começaram a jogar pedras e a atirar". Outro manifestante, Oswaldo Ferrera, declarou que "os tiros vinham de todos os lados". O ambiente era de tensão e havia mulheres em estado de histeria. Uma mulher com uma bandana com a cores da Venezuela gritava: "Chávez quer sangue!" Policiais armados cercaram a praça, enquanto alguns manifestantes tentavam sair dali e outros perseguiam os agressores, afirmando que ainda se encontravam na área.

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