Ataque a tiros em casamento turco deixa 45 mortos

Pelo menos 45 pessoas foram mortas ontem em um ataque armado durante uma festa de casamento em um povoado da Província de Mardin, no sudeste da Turquia. Outras 20 pessoas ficaram feridas e estão sendo tratadas em um hospital da região. De acordo com o governo local, na maioria,os mortos no massacre eram curdos.Testemunhas disseram que o ataque começou quando atiradores armados com fuzis automáticos invadiram um salão que estava sendo usado para uma festa de casamento. O governador de Mardin, Ahmet Ferhat Ozen, afirmou que os homens usavam máscaras e atiraram indiscriminadamente contra os convidados, além de lançar granadas de mão. Ozen afirmou que o número de mortos ainda pode aumentar.A polícia foi enviada ao local para prender os criminosos, mas ainda não se sabe ao certo o que teria motivado o massacre. Segundo a imprensa local, entre os parentes do noivo e da noiva estavam membros de uma milícia que combatia, com tropas do governo turco, guerrilhas separatistas curdas na região.Entre os grupos separatistas que atuam na área está o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que desde 1984 luta pela autonomia dos curdos, que representam um quinto da população da Turquia e vivem na região sudeste, a mais pobre do país.CIDADANIANo final dos anos 80 e na maior parte da década seguinte, Diyarbakir, considerada a capital do Curdistão, tornou-se o centro de um conflito que já deixou 37 mil mortos. Os curdos foram proibidos até de conversar em seu idioma nas ruas. Nos últimos anos, eles conquistaram mais direitos, embora ainda estejam longe de ter cidadania como os outros turcos. Em Ancara, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, foi informado do incidente pelo ministro do Interior, Besir Atalay, segundo o qual não havia evidências que apontassem para um ataque terrorista.

AP, AFP e REUTERS, O Estadao de S.Paulo

05 de maio de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.