Brianna Paciorka/News Sentinel/USA Today via REUTERS
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Ataque a tiros em escola no Estado americano do Tennessee deixa um morto e vários feridos

Ainda não há informações sobre identidade e motivação do atirador; um policial ficou ferido

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2021 | 17h35
Atualizado 12 de abril de 2021 | 19h01

KNOXVILLE, EUA - Várias pessoas, incluindo um policial, foram baleadas em um ataque a tiros nesta segunda-feira, 12, em uma escola de segundo grau na cidade de Knoxville, no Estado do Tennessee, informaram autoridades locais. A polícia confirmou uma morte.

A polícia não identificou imediatamente nem o suspeito nem a vítima -- apenas informou que ambos eram homens.

O Departamento de Polícia de Knoxville comunicou mais cedo, por meio de sua conta oficial no Twitter, que as autoridades estavam no local do ataque, a escola Austin-East Magnet. O tuíte acrescentava que um oficial do Departamento de Polícia de Knoxville havia sido ferido.

Bob Thomas, o superintendente das Escolas do Condado de Knox, tuitou confirmando o ataque e informando que o prédio já estava seguro. 

"O prédio da escola foi fechado e os alunos não envolvidos no incidente foram entregues às suas famílias", disse Thomas. Ele acrescentou em um tuíte posterior que as autoridades estavam coletando informações sobre "esta situação trágica" e que informações adicionais seriam fornecidas mais tarde.

O Tennessee Bureau of Investigation, principal agência estadual de combate ao crime, enviou agentes à escola.

O ataque acontece uma semana após o  governador republicano Bill Lee aprovar uma legislação que tornaria o Tennessee o o 19º Estado americano a permitir o porte de armas sem permissão, verificação de antecedentes e treinamento.

A lei, que não se aplica a armas de longo alcance, entrará em vigor em 1º de julho. A nova medida também aumenta algumas penalidades. Por exemplo, o roubo de uma arma de fogo -- agora uma contravenção que acarreta uma sentença de 30 dias -- se tornará um crime com prisão obrigatória de seis meses. Também faz exceções para pessoas com certos transtornos mentais e condenações criminais.

Quando questionado no início deste ano se recentes tiroteios em massa na Geórgia, Colorado e outros Estados causaram a ele alguma preocupação, Lee respondeu que o aumento das penas significa que "nós de fato estaremos fortalecendo as leis que ajudariam a prevenir crimes com armas no futuro".

Uma série ataques a tiros ocorreram nos Estados Unidos desde meados de março. Na semana passada, um homem abriu fogo em uma fábrica de marcenaria no Texas, onde trabalhava, matando uma pessoa e ferindo outras seis antes de ser levado sob custódia. Oito pessoas foram mortas em spas da área de Atlanta, 10 pessoas em um supermercado em Boulder, Colorado, e quatro pessoas, incluindo um menino de 9 anos, em uma imobiliária em Orange, Califórnia.

Tiroteios em escolas têm sido um flagelo recorrente nos Estados Unidos desde o trágico massacre de Columbine, Colorado, em abril de 1999. 

Denunciando uma "epidemia" de violência armada, o presidente democrata Joe Biden divulgou na semana passada uma série de medidas para limitar a proliferação de armas de fogo no país. /AP, REUTERS e AFP

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