Yffy Yossifor/Star - Telegram via AP
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Ataque a tiros deixa ao menos dois mortos em igreja no Texas

Atirador foi morto por dois paroquianos que também estavam armados; incidente foi filmado e transmitido ao vivo pela internet

Redação, O Estado de S. Paulo

29 de dezembro de 2019 | 16h21
Atualizado 30 de dezembro de 2019 | 22h36

WHITE SETTLEMENT, TEXAS - Duas pessoas foram mortas durante um ataque a tiros em uma igreja de White Settlement, cidade localizada no Texas, no último domingo, 29. Segundo autoridades, o autor dos disparos foi morto por dois paroquianos que eram responsáveis pela segurança do local. Todo o incidente foi filmado e transmitido ao vivo pela internet.

"Esta equipe respondeu rapidamente e em seis segundos o tiroteio terminou. Dois dos paroquianos que eram voluntários da força de segurança sacaram suas armas e mataram o assassino imediatamente, salvando um número incontável de vidas", disse o tenente-governador Dan Patrick, que também elogiou as leis estaduais sobre armas.

"Perdemos dois grandes homens hoje, mas poderia ter sido muito pior", disse Britt Farmer, ministro sênior da Igreja do Cristo. As autoridades informaram que haviam mais de 240 paroquianos no local no momento do tiroteio. O chefe do Departamento de Polícia J.P. Bevering, disse que o atirador se sentou em um banco antes de se levantar, sacar uma espingarda e disparar contra um paroquiano, que foi morto. Ele disse que a equipe de segurança da igreja "eliminou a ameaça".

Já uma testemunha afirmou à rede CBS que um homem de posse de uma pequena arma andou até o altar no momento da comunhão e começou a atirar, antes de ser atingido por alguém que estava na missa. "Você sente que sua vida está passando diante dos seus olhos", disse Isabel Arreola. 

Todo o ataque foi filmado, pois a cerimônia religiosa estava sendo transmitida ao vivo pelo YouTube, informou o The New York Daily News. No vídeo, os paroquianos podem ser vistos gritando e se escondendo debaixo dos bancos ou correndo enquanto os papéis voam para o chão.

Os oficiais não divulgaram os nomes das vítimas ou do atirador. O agente especial do FBI, Matthew DeSarno, disse que eles ainda estão trabalhando para identificar o motivo do ataque, já que o atirador era alguém "que se mudava com frequência", mas que mantinha raízes na área. DeSarno também disse que o atirador já havia sido preso várias vezes no passado, mas se recusou a dar mais detalhes.

Um ancião da igreja disse ao New York Times que entre os mortos está um segurança que respondeu ao atirador, chamando-o de amigo querido. "Ele estava tentando fazer o que precisava para proteger o resto de nós", disse Mike Tinius. "É extremamente perturbador ver alguém cometendo tal violência", disse ele. Tinius disse que não conhecia o atirador e que o ato parecia ser aleatório.

Uma mulher que atendeu o telefone na Igreja de Cristo disse à AP que não podia responder a nenhuma pergunta, e que foi orientada a direcionar as dúvidas às autoridades. Duas pessoas que tiveram ferimentos leves enquanto se escondiam foram tratadas no próprio local, disse a porta-voz da MedStar Mobile Healthcare, Macara Trusty.

O governador Greg Abbott pediu ao Estado que orasse pelas vítimas, seus entes queridos e pela comunidade de White Settlement, cerca de 12 quilômetros a oeste de Fort Worth. "Os locais de culto devem ser sagrados, e sou grato pelos membros da igreja que agiram rapidamente para derrubar o atirador e ajudar a evitar mais perdas de vidas", disse Abbott em um comunicado no Twitter.

Este não é o primeiro tiroteio mortal a ocorrer em uma igreja no Texas. Em novembro de 2017, Devin Patrick Kelley abriu fogo contra a congregação de uma igreja em Sutherland Springs, matando mais de duas dúzias de fiéis, antes de tirar a própria vida. E em 1999, um atirador matou sete pessoas na Igreja Batista Wedgwood, em Fort Worth, antes de detonar um dispositivo explosivo e se matar.

O tiroteio de domingo no Texas também foi o segundo ataque a uma reunião religiosa nos Estados Unidos em menos de 24 horas. Na noite do último sábado, 28, um homem esfaqueou cinco pessoas enquanto celebravam o Hanukkah em uma comunidade judaica ortodoxa ao norte da cidade de Nova York./ AP e REUTERS

 

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