REUTERS/NBCLA.com
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Grupo lança ataque a tiros na Califórnia e deixa ao menos 14 mortos

Segundo a polícia, dois supostos atiradores, um homem e uma mulher, foram mortos depois de uma perseguição policial

Cláudia Trevisan CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2015 | 17h52

(Atualizada às 01h50) Os EUA assistiram nesta quarta-feira, 2, a mais um tiroteio em massa, que deixou 14 mortos e 17 feridos em um centro de tratamento de pessoas com deficiência em San Bernardino, na Califórnia, no mais grave caso do tipo desde 2012. Um homem e uma mulher suspeitos de participarem do ataque foram mortos pela polícia, que ainda busca outros envolvidos no caso. 

A participação de três atiradores vestidos com roupas militares e o fato de estarem fortemente armados levantou a hipótese de que se tratava de um ataque terrorista. A polícia encontrou com eles pistolas e fuzis de assalto. Autoridades, no entanto, disseram que ainda não tinham condições de confirmar ou de descartar a possibilidade de terrorismo. 

No início da madrugada, diferentes fontes policiais identificaram um dos atiradores como Syed Farook, segundo as emissoras NBC, CBS e o jornal Los Angeles Times – mas oficialmente ninguém havia confirmado a informação. Ele teria origem iraniana, mas seria cidadão americano, segundo as mesmas fontes. Ele teria se envolvido em uma discussão e voltado ao local com seu irmão – também não se sabe ainda se um dos dois era ou não o atirador morto.

Além da participação de mais de uma pessoa, o evento se diferenciou dos típicos episódios de tiroteios em massa dos EUA pelo fato de os suspeitos terem fugido e não se suicidado. Várias agências governamentais participam das investigações, entre as quais o FBI, a polícia federal americana, e unidades de combate ao terrorismo nos EUA.

De acordo com o Los Angeles Times, o FBI assumiu o comando das investigações depois que um dos suspeitos atirou explosivos contra forças de segurança. O caso é o mais recente de uma sucessão de tiroteios em massa registrados em 2015 nos EUA. Com o ataque de ontem, os americanos viram 352 episódios do tipo desde o início do ano, segundo levantamento do site Mass Shooting Tracker, que contabiliza os ataques que deixam pelo menos quatro feridos. O ataque ocorreu cinco dias depois de um homem matar três pessoas a tiros no Colorado.

O tiroteio começou às 11 horas (17 horas em Brasília). Segundo a Casa Branca, o presidente Barack Obama foi informado e pediu para ser atualizado sobre os acontecimentos. Depois de cada episódio de tiroteio em massa, Obama costuma pedir a aprovação de leis que torne mais rigorosa a checagem de antecedentes criminais e da sanidade mental dos que compram armas.

Com a multiplicação dos casos neste ano, a questão do acesso a armas se tornou um dos temas da campanha eleitoral pela sucessão de Obama. Os pré-candidatos do Partido Democrata, Hillary Clinton e Bernie Sanders, defendem o aumento dos controles. Os opositores, do Partido Republicano, criticam qualquer tentativa de restrição à compra e porte de armas e apresentam o tema como um exercício de uma garantia constitucional fundamental.

Um estudo divulgado pelo Congresso americano em 2012 estimava que o país tinha 310 milhões de armas de fogo em 2009, o que superava o total da população do país. Projeção feita pelo jornal Washington Post, com base em dados da associação dos fabricantes de armas, concluiu que o número chegou a 357 milhões, em 2013, quando o número de habitantes dos EUA era de 317 milhões


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