AP/Arshad Butt
AP/Arshad Butt

Ataque a tiros no Paquistão mata 48 policiais e fere 75

Ofensiva ocorreu em um centro de treinamento da polícia na cidade de Quetta; nenhum grupo assumiu a autoria

O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2016 | 19h46

QUETTA, PAQUISTÃO - Atiradores invadiram nesta segunda-feira um centro de treinamento da polícia na cidade de Quetta, capital da Província do Baluquistão, e deixaram 48 mortos e 75 feridos. O ataque foi lançado horas após motociclistas armados matarem 2 agentes da aduana e ferir um terceiro na cidade de Surab, a 145 quilômetros de Quetta, disseram as autoridades.

Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques. O Baluquistão é cenário de uma insurgência de grupos separatistas que cometeram vários ataques similares anteriormente. Militantes islâmicos também têm forte presença na província, que faz fronteira com o Afeganistão.

No ataque desta segunda-feira, entre cinco e seis atiradores invadiram o alojamento do centro de treinamento situado 20 quilômetros ao sul de Quetta, quando mais de 250 recrutas estavam dormindo. Eles entraram atirando e depois tomaram várias pessoas como reféns. De acordo com as autoridades, ao menos dois dos atiradores foram mortos pelas forças de segurança enviadas ao local do ataque. Emissoras de TV locais disseram que duas explosões também foram ouvidas, mas não estava claro o que as teria causado.

Os agentes de aduana foram alvejados pela manhã por dois homens em uma motocicleta no distrito de Gwadar, que é considerado chave para um projeto de transporte de energia de uma empresa chinesa, no valor de US$ 46 bilhões, ao qual os militantes se opõem.

Ainda nesta segunda-feira, pela manhã, dois homens, também em uma motocicleta, mataram um agente do serviço de inteligência na Província de Khyber Pakhtunkhwa, segundo Khalid Khan, um policial local. Ele acrescentou que o investigador seguia para o trabalho na hora do ataque. O Taleban paquistanês assumiu a responsabilidade pelo atentado. O porta-voz do grupo, Mohamed Khurasani, disse que os atiradores voltaram ao seu esconderijo após a operação.

O Paquistão vem lançando operações militares contra militantes abrigados nas áreas tribais na fronteira com o Afeganistão e mesmo do outro lado da divisa. No entanto, os extremistas continuam com ampla capacidade para lançar ataques regulares. / AP e REUTERS

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