REUTERS/Abduljabbar Zeyad
REUTERS/Abduljabbar Zeyad

Ataque aéreo de coalizão árabe contra rebeldes houthis deixa 16 mortos no Iêmen

Testemunhas afirmam que 12 vítimas eram da mesma família; porta-voz do grupo - liderado por Riad - afirmou que haverá uma investigação sobre caso e considerou inapropriado fazer comentários antes de conhecer os resultados

O Estado de S.Paulo

02 Abril 2018 | 11h22

ÁDEN, IÊMEN - Ao menos 16 pessoas, incluindo sete crianças, morreram nesta segunda-feira, 2, em um ataque atribuído à coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita contra um prédio ocupado por rebeldes houthis no oeste do Iêmen.

+ Arábia Saudita intercepta 7 mísseis lançados por rebeldes houthis

+ Governo do Iêmen qualifica ação de separatistas no sul do país de ‘golpe fracassado’

O ataque aconteceu perto do porto de Hodeida, segundo fontes dos serviços de segurança, que está sob controle dos houthis. O vice-ministro da Saúde disse que entre as vítimas há pelo menos oito mulheres. Segundo médicos e uma testemunha, 12 pessoas eram da mesma família.

+ Após três dias de confrontos, separatistas iemenitas cercam palácio presidencial em Áden

+ Separatistas tomam sede do governo iemenita

O porta-voz da coalizão, o coronel saudita Turki Al-Maliki, indicou que haverá uma investigação sobre o primeiro ataque e considerou inapropriado fazer comentários antes de conhecer os resultados.

A coalizão liderada por Riad está em guerra com os rebeldes houthis - aliados do Irã - por mais de três anos, um conflito que já matou cerca de 10 mil pessoas e devastou os países mais pobres da região. Os ataques aéreos sauditas tiraram a vida de milhares de civis e destruíram hospitais, escolas e mercados.

Um grupo de direitos humanos pediu que a Arábia Saudita retire seu bloqueio ao Iêmen e que os houthis parem de disparar mísseis em direção à fronteira. “Os sauditas não podem usar os mísseis houthis para justificar a proibição de bens que salvam vidas à população civil do Iêmen”, afirmou Sarah Leah Whitson, diretor da Human Rights Watch para o Oriente Médio.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos intervieram na guerra civil do Iêmen em 2015 enfrentando os houthis para restabelecer o governo internacionalmente reconhecido do presidente Abd Rabbo Mansour Hadi. A aliança, que inclui outros países sunitas, já realizou milhares de operações aéreas visando os rebeldes e muitas vezes atingiu áreas civis, mas nega tê-lo feito intencionalmente. / AFP, AP e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.