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Ataque aéreo dos EUA mata 8 no Paquistão

Alguns paquistaneses dizem que as aeronaves são uma agressão à soberania; outros, que atingem militantes que aterrorizam a população

Reuters

08 de janeiro de 2013 | 07h51

Um avião teleguiado norte-americano matou oito pessoas no noroeste do Paquistão nesta terça-feira, 8, disseram três fontes da área de inteligência, no mais recente ataque de drones. Um general da reserva alertou que esses ataques podem ameaçar as metas de política externa dos Estados Unidos se usados em excesso.

Um estrangeiro que atuava como treinador tático da Al-Qaeda estaria entre os mortos no ataque, mas há informações contraditórias sobre sua nacionalidade. Algumas autoridades de inteligência dizem que ele era da Somália, mas outras afirmam que era dos Emirados Árabes Unidos.

Outras três pessoas ficaram feridas no ataque sobre o vilarejo de Haiderkhel, a cerca de 30 quilômetros a leste de Miranshah, a capital da província do Waziristão do Norte, numa região ao longo da fronteira com o Afeganistão que é reduto do Taleban.

O estrategista-chefe da Al-Qaeda, Abu Yahya al-Libi, foi morto nas redondezas do local em um ataque de drone no ano passado.

Na segunda-feira, o general da reserva dos EUA Stanley McChrystal disse que os aviões teleguiados têm ajudado as tropas norte-americanas, mas são odiados ao redor do mundo e que seu uso em excesso pode ameaçar a segurança dos Estados Unidos.

A opinião no Paquistão é dividida sobre os ataques de drones. Muitos consideram as aeronaves uma agressão à soberania do país, muitas vezes resultando na morte de civis. Outros dizem que os ataques atingem militantes que estão aterrorizando a população em locais onde o Exército paquistanês não pode ir.

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