Tsafrir Abayov/AP
Tsafrir Abayov/AP

Ataque aéreo israelense teria matado quatro militantes na Faixa de Gaza

Exército de Israel não confirma mortes e não relaciona ação com ataque na fronteira com Egito

estadão.com.br,

18 de junho de 2012 | 19h02

Texto atualizado às 19h42

TEL-AVIV - Um ataque aéreo israelense no norte da Faixa de Gaza matou quatro palestinos na Faixa de Gaza, incluindo dois militantes do grupo Jihad Islâmica em uma motocicleta, nesta segunda-feira, 18. Dois outros militantes foram mortos enquanto tentavam atirar um foguete, segundo Israel.

O Exército israelense afirmou que a ação não está ligada ao ataque no qual três pessoas morreram, na fronteira com o Egito, hoje mais cedo. Em comunicado divulgado, o órgão diz que um avião das forças armadas acertou um grupo terrorista responsável pelo incidente que matou um fazendeiro de Israel na última quinta-feira, 14.

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O comunicado ressalta que o exército "não vai tolerar qualquer atentado de grupos terroristas contra civis e soldados israelenses, e vai continuar a operar contra aqueles que usam o terror contra o Estado de Israel".

Ataque na fronteira

Mais cedo, militantes que atravessaram a fronteira do deserto do Sinai, no Egito, para Israel atiraram em israelenses que trabalhavam na construção de uma barreira, matando um trabalhador. Em resposta, os soldados mataram dois invasores, disse o Exército de Israel.

Segundo a tenente-coronel Avital Leibovich, porta-voz do Exército israelense, de acordo com uma investigação preliminar, pelo menos "três terroristas armados atravessaram para Israel vindos do Egito" na primeira hora do dia.

O Exército israelense, então, deslocou dois tanques para a fronteira com o Egito. A ação violou o acordo de paz de Camp David, assinado entre os dois países. Segundo o documento, os dois lados são obrigados a manter a região desmilitarizada.

O ataque no Sinai ocorreu logo após a Irmandade Muçulmana do Egito declarar vitória nas eleições presidenciais do país e aumentou as preocupações israelenses sobre a falta de controle na região desde a queda do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, em 2011.

"Podemos ver uma deterioração preocupante no controle do Egito sobre a segurança do Sinai", disse o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, ao comentar sobre o ataque.

"Estamos aguardando os resultados das eleições. Qualquer um que ganhar, esperamos que assuma a responsabilidade sobre todos os compromissos internacionais do Egito, incluindo o tratado de paz com Israel (1979) e medidas de segurança no Sinai, e que ponha fim a esses ataques rapidamente", afirmou a repórteres.

Com informações da Reuters

 

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