Ataque aéreo mata 27 militantes no noroeste do Paquistão

A Força Aérea atacou alvos na região noroeste do país nesta segunda-feira, matando 27 militantes, informou o Exército, na medida em que o governo avança com sua ofensiva militar contra insurgentes que se abrigam região tribal do país.

Agência Estado

16 de junho de 2014 | 09h49

Os ataques aéreos são parte de uma aguardada operação contra militantes locais e estrangeiros no Waziristão do Norte, região tribal próxima à fronteira com o Afeganistão, que é usada como base por insurgentes que atacam outras áreas do Paquistão. A operação foi anunciada no domingo.

Trata-se de uma região essencialmente sem lei ou com pouco controle da parte do governo que serve de base de treinamento para militantes e local de organização de ataques contra tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e do Afeganistão no país vizinho.

Havia anos os Estados Unidos reclamavam com o Paquistão a respeito do fracasso do país em perseguir militantes no que considera a área que abriga os mais perigosos integrantes de grupos terroristas.

Os ataques da manhã desta segunda-feira tiveram como alvo seis esconderijos na área de Shawal, perto da fronteira sul do Waziristão do Sul, uma região tribal vizinha, informaram os militares em comunicado que informou também a morte dos 27militantes.

Em outro evento, o Exército disse que sete militantes foram mortos tentando escapar de Mir Ali, uma das duas principais cidades do Waziristão do Norte, e outros três foram mortos por francoatiradores quando tentavam plantar bombas numa via perto de Miran Shah, a outra grande cidade da região. Três soldados paquistaneses ficaram feridos numa troca de fogo com os militantes. Foram divulgados poucos detalhes sobre o tamanho da operação ou os equipamentos militares envolvidos nas ações.

Os militares disseram que suas forças estão fechando as fronteiras do Waziristão do Norte e das principais cidades da região.

Eles estabelecem áreas onde os militantes podem entregar suas armas se quiserem e assegurando a saída de civis. O Exército disse que as operações estavam progredindo como planejado e que nenhuma ação em áreas civis havia tido início até o momento. Fonte: Associated Press.

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