Ataque aéreo suicida expõe falha na segurança

A ação suicida de Charles Bishop, o aprendiz de piloto de 15 anos que lançou um Cessna contra um edifício no sábado, revelou a deficiência da segunça aérea nos EUA, segundo especialistas. Dois caças F-15 foram acionados para interceptar o pequeno avião, mas ? como ocorreu nos atentados de 11 de setembro ? só chegaram ao Cessna depois que ele já tinha sido arremessado contra o edifício de 42 andares do Bank of America, em Tampa, na Flórida. ?A operação de resposta ainda estava em processo quando o avião atingiu o edifício?, disse um funcionário do Escritório Nacional de Segurança Aérea, Butch Wilson. ?Esse processo para informar, dar o alerta, coordenar a operação e pôr os aviões interceptadores no ar é muito longo e muito lento.? No caso dos ataques em Nova York, os caças partiram de uma base a 380 quilômetros do World Trade Center e só sobrevaram as torres oito minutos depois de a segunda delas ter sido atingida. No sábado, os caças partiram da base Homestead Air Reserve, a 450 quilômetros de Tampa. Bishop foi a única vítima do choque, uma vez que o edifício estava quase vazio. Num bilhete encontrado em seu bolso, o jovem piloto afirmava que estava agindo só e dizia ?simpatizar? com Osama bin Laden. Ele decolou com o Cessna, que pertencia à escola de aviação que freqüentava, sem autorização.

Agencia Estado,

07 Janeiro 2002 | 22h28

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