Ataque americano a escola e mesquita mata 7 crianças afegãs

Ação é uma resposta ao atentado contra ônibus policial, que matou 35 e feriu 52

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 14h25

A Força de Coalizão bombardeou um composto suspeito de abrigar militantes da Al-Qaeda no leste do Afeganistão, matando sete crianças e diversos insurgentes, informa um comunicado do Exército americano nesta segunda-feira.A ação apoiado pelas tropas afegãs ocorreu no domingo, 17, após um homem-bomba atacou um ônibus da academia de polícia em Cabul. No mais mortal ataque insurgente desde a invasão conduzida pelos EUA, 35 pessoas morreram.O ataque da tropas de Coalizão alvejou um lugar que abrigava também uma mesquita e uma escola islâmica, no distrito de Zarghun Shah da província de Paktika."As Forças de Coalizão confirmou a presença de atividades suspeitas no local antes de realizar a ação da Força Aérea", informa o comunicado.Informações iniciais dizem que sete crianças da escola foram mortas no ataque e que "vários militantes" também morreram. Dois supostos insurgentes foram detidos."Nós estamos tristes pelas vidas dos inocentes perdidas como resultado da covardia dos militantes", disse o major Chris Belcher, porta-voz da Coalizão. "Este é um outro exemplo de como a Al-Qaeda utiliza o status de proteção da mesquita, e também civis inocentes, como escudo".O ataque aéreo aconteceu horas após um homem-bomba atacar um ônibus cheio de policiais, matando 35 e ferindo outros 52.Nos últimos tempos as mortes de civis em ataques da coalizão ocidental foram multiplicadas no Afeganistão. Os fatos foram qualificados pelo presidente afegão, Hamid Karzai, como "inaceitáveis".No final de abril morreram, vítimas de um bombardeio, 51 civis na província de Herat (oeste). Em 8 de maio, outros 21 civis foram mortos em operação na província de Helmand (sul).As operações criaram um forte mal-estar para as forças internacionais que culminou numa resolução aprovada pelo Senado afegão, exigindo o fim de todas as operações que não respondam a um ataque prévio ou não tenham sido consultadas previamente com o Exército ou a polícia do país.A Isaf (Força Internacional de Assistência à Segurança) que a Otan dirige no Afeganistão não ocultou então que os ataques com vítimas civis das forças especiais americanos, que não estão sob comando aliado, põem à população contra si e dificultam seu mandato.

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