Ataque americano no Paquistão mata 6, dizem funcionários

Bombardeio teria acontecido horas depois dos EUA terem reiterado respeito a soberania do país

Agência Estado e Associated Press,

17 de setembro de 2008 | 15h08

Mísseis supostamente lançados pelos Estados Unidos atingiram uma instalação usada por militantes islâmicos perto da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, nesta quarta-feira. Morreram pelo menos seis pessoas no ataque, informaram funcionários da inteligência paquistanesa. Veja também:EUA e Paquistão se reúnem em meio a críticas por ataques O ataque ocorreu horas depois de o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, afirmar que seu país respeita a soberania do Paquistão. Islamabad tem criticado as operações realizadas pelos norte-americanos cruzando a fronteira. Dois funcionários de inteligência disseram que vários mísseis atingiram uma instalação na região tribal do Waziristão do Sul, no início da tarde desta quarta-feira. O alvo era uma base usada por militantes do Taleban e do Hezb-i-Islami, outro grupo que confronta as tropas dos EUA e afegãs no país vizinho. Segundo a mesma fonte, informantes confirmaram seis mortes - suas identidades não haviam sido reveladas. A embaixada dos EUA em Islamabad ainda não havia comentado o fato. O major Murad Khan, um porta-voz do Exército paquistanês, disse que ainda estava investigando o caso. Soberania Segundo a embaixada dos EUA no Paquistão, o almirante Mullen "reiterou o compromisso dos EUA com o respeito à soberania do Paquistão e para desenvolver futura cooperação e coordenação" entre os países em temas como a segurança. O governo do Paquistão sofre cobranças populares, por causa de um ataque dos EUA no Waziristão do Sul, no dia 3. De acordo com o Paquistão, foram mortas 15 pessoas nessa operação, todas civis. Na terça-feira, o general Athar Abbas, porta-voz do Exército paquistanês, disse que a ordem em casos semelhantes passou a ser abrir fogo contra as forças estrangeiras.

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