Baz Ratner/Reuters
Baz Ratner/Reuters

Ataque ao Exército de Israel no sul do Líbano deixa 2 mortos e 7 feridos

Hezbollah disparou míssil antitanque contra comboio israelense que passava próximo à fronteira; soldado da ONU também morreu

O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2015 | 08h17

(Atualizado às 14h40)


JERUSALÉM - A tríplice fronteira entre Israel, Líbano e Síria registrou nesta quarta-feira, 28, agressões entre os três países, aumentando muito as tensões em uma das regiões mais disputadas do Oriente Médio. 

Dois soldados israelenses morreram e sete ficaram feridos em ataque do Hezbollah contra um comboio do Exército de Israel no sul do Líbano. Um capacete azul também morreu em meio aos ataques, segundo porta-voz das forças de paz das Nações Unidas -- suspeita-se que seja um espanhol. 

Caças israelenses atacaram posições do Exército sírio próximas das Colinas do Golan em retaliação ao lançamento de foguetes na região na terça-feira. Pouco depois, na fronteira com o Líbano, um comboio militar de Israel foi atingido por um míssil antitanque, em ataque reivindicado pelo grupo Hezbollah. Dois soldados morreram e sete ficaram feridos.

As tensões aumentaram na região fronteiriça desde que um ataque aéreo israelense no território sob controle do presidente Bashar Assad matou um general iraniano e vários combatentes libaneses do Hezbollah.


O Exército de Israel disse que o ataque ocorreu perto do Monte Dov e das Fazendas de Shebaa, território disputado onde as fronteiras de Israel, Líbano e Síria se encontram. 


No sul do Líbano, próximo da fronteira, o braço armado do Hezbollah disparou um míssil antitanque contra um veículo militar israelense, matando dois soldados e ferindo sete, segundo uma fonte do Exército de Israel. As forças israelenses responderam com bombardeios sobre a região.

Helicópteros israelenses foram deslocados depois do incidente e o Exército estava confirmando se houve tentativa de sequestrar um dos soldados.


Autoridades de segurança libanesas dizem que Israel disparou pelo menos 25 mísseis contra o Líbano. As autoridades disseram que o ataque tinha como alvo as aldeias fronteiriças de Majidiyeh, Abbasiyah e Kfar Chouba perto da área das Fazendas de Shebaa.

O Hezbollah é força dominante no lado libanês da fronteira.

Na terça-feira, pelo menos dois foguetes da Síria atingiram as Colinas do Golan e Israel respondeu com fogo de artilharia, disse o Exército.

O Exército de Israel disse que o ataque ocorreu perto do Monte Dov e das Fazendas de Shebaa, território disputado onde as fronteiras de Israel, Líbano e Síria se encontram.

"Não vamos tolerar nenhum fogo contra território israelense ou violação de nossa soberania e vamos responder com firmeza e determinação", disse por meio de uma nota o ministro da Defesa israelense, Moshe Yalon.

Resposta. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta quarta-feira, em alusão ao grupo libanês Hezbollah, que leve em conta o que ocorreu no ano passado em Gaza, ao se referir à resposta de Israel perante agressões do grupo radical islâmico.

"Neste momento, o Exército responde aos fatos no norte. Todos os que nos desafiarem na fronteira norte, proponho que olhem o que aconteceu não longe da cidade de Sderot, em Gaza", manifestou em um ato de inauguração de um bairro nessa população israelense limítrofe com a Faixa. "O Hamas recebeu o golpe mais duro desde sua formação e o Exército israelense está preparado para atuar com contundência em todas as frentes."

O chefe do governo israelense viajou para Tel-Aviv, onde deve participar de reunião com altos comandantes da segurança para analisar a situação no norte do país por causa do ataque contra uma posição militar hoje na fronteira com o Líbano.

Nações Unidas. Após os ataques na tríplice fronteira, Israel disse ao Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira que vai tomar todas as medidas necessárias para se defender, após troca de tiros entre combatentes do Hezbollah e Israel que levantou ameaça de um conflito de grandes proporções.

"Israel não vai ficar parado enquanto o Hezbollah ataca israelenses", disse o embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, em uma mensagem ao Conselho de Segurança. "Israel não aceitará taques ao seu território e exercitará seu direito à autodefesa e tomar todas as medidas necessárias para proteger a sua população." / AP, EFE e REUTERS

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