Ataque assusta população antes de votação na Tailândia

Um oficial da força paramilitar morreu e uma mulher ficou ferida em um ataque efetuado por rebeldes na conflituosa região muçulmana do sul da Tailândia pouco antes da abertura dos colégios eleitorais. O ataque ocorreu na província de Narathiwat, onde o Exército e a Polícia aumentaram as medidas de segurança por ocasião da segunda rodada de eleições destinadas a completar as 500 cadeiras do Parlamento. A vítima mortal e sua mulher foram baleadas quando saíam de sua casa por dois desconhecidos em uma motocicleta, informou o coronel da Polícia, Manoj Anandritikul. Antes do início da votação de hoje em 17 províncias, o primeiro-ministro interino, general Chidchai Vanasatidya, manifestou que o Governo redobrou as medidas de segurança para prevenir que a violência empane a votação nas províncias muçulmanas de Narathiwat, Yala e Pattani. Mais de 1.300 pessoas morreram por causa da violência na região muçulmana desde que o movimento separatista islâmico retomou a luta armada em janeiro de 2004, após uma década de pouca atividade guerrilheira. A Comissão Eleitoral convocou uma segunda rodada de eleições legislativas porque os candidatos do partido governamental "Thai Rak Thai" (Tailandeses Amam o Tailandês) não alcançaram 20% dos votos exigido para se transformar em deputados e mínimo estabelecido pela lei. As províncias do sul são consideradas o maior bastião do Partido Democrata, a principal força opositora que boicotou as eleições legislativas por considerar que foram convocadas por Shinawatra com o propósito de afastar a crise e se manter no poder.

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