Ataque atribuído aos EUA mata nove no Paquistão

Mísseis supostamente lançados pelos Estados Unidos atingiram hoje uma escola religiosa ligada ao Taleban no noroeste do Paquistão. A operação deixou nove pessoas mortas, segundo funcionários do setor de inteligência. O ataque ocorreu horas após o Parlamento paquistanês advertir sobre qualquer incursão estrangeira no solo nacional. No momento do ataque aparentemente não havia nenhum estudante presente. Segundo fontes dos funcionários na região, nove corpos foram retirados dos escombros e duas pessoas ficaram feridas. O Paquistão, que tem a bomba atômica, enfrenta também uma crise econômica, com aumento no preço dos combustíveis, diminuição dos investimentos estrangeiros e crescente inflação, além da violência. O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou ontem que o Paquistão pediu auxílio para evitar um possível calote. Shaukat Tareen, funcionário encarregado de negociar o auxílio ao país, disse que o Paquistão precisa de US$ 5 bilhões com urgência. Segundo ele, o governo espera ainda conseguir essa quantia de outras fontes, como o Banco Mundial, para evitar realizar um empréstimo do FMI.O ataque com mísseis de hoje atingiu Miran Shah, a principal cidade do Waziristão do Norte, segundo quatro funcionários do setor de inteligência que falaram sob condição de anonimato. A escola religiosa pertence a um clérigo pró-Taleban, ligado ao veterano comandante do grupo fundamentalista Jalaluddin Haqqani, considerado pelos EUA um importante inimigo.Os militantes que atuam no noroeste do Paquistão são acusados por ataques contra as forças dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no vizinho Afeganistão. Além disso, ampliaram os ataques suicidas em território paquistanês. O governo paquistanês, há sete meses no poder, condena as operações unilaterais dos Estados Unidos. Já Washington evita tratar do tema, geralmente nem confirmando nem desmentindo ações desse tipo.

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