Ataque com carros-bomba mata 25 pessoas no Iraque

Dois carros-bomba direcionados contra peregrinos xiitas explodiram hoje na cidade sagrada de Kerbala, no sul do Iraque, provocando a morte de pelo menos 25 pessoas, informaram autoridades locais. A suspeita recai sobre extremistas sunitas.

AE-AP, Agência Estado

26 de julho de 2010 | 20h37

Rebeldes detonaram dois carros cheios de explosivos estacionados a cerca de três quilômetros de distância um do outro. As explosões ocorreram no momento em que os peregrinos se dirigiam a um evento religioso na cidade sagrada para os xiitas.

Além das 25 pessoas mortas, 68 ficaram feridas, informaram policiais e fontes hospitalares em Kerbala, situada cerca de 80 quilômetros ao sul de Bagdá. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria das explosões, mas o método assemelha-se ao de ataques perpetrados por extremistas sunitas anteriormente.

Al-Arabiya

Um suicida que dirigia um micro-ônibus se explodiu em frente ao escritório da rede de televisão Al-Arabiya, em Bagdá, hoje, matando seis pessoas. O ataque aos escritórios da emissora pan-árabe foi uma lembrança dos persistentes perigos contra jornalistas iraquianos e estrangeiros no país.

O ataque também feriu 16 pessoas, dentre elas o ex-vice-primeiro-ministro Salam al-Zubaie, que vive nas proximidades da sede da TV. "A Al-Arabiya condena esse ataque brutal contra seu escritório e funcionários e todas as agressões e operações cujo alvo são jornalistas, seja no Iraque ou em qualquer outro lugar do mundo", disse a empresa saudita, em comunicado emitido pela sede, em Dubai.

A Al-Arabiya está entre as emissoras de televisão mais populares do mundo árabe. Mas militantes a veem como favorável ao Ocidente e seus jornalistas têm sido alvo de violência. O suicida passou por dois postos de checagem, segundo o porta-voz militar, major Qassim al-Moussawi.

A explosão aconteceu cerca de 10 minutos depois de ele ter passado pelo segundo posto de verificação. "Isto tem a clara marca da Al-Qaeda, disse al-Moussawi, à Al-Arabiya. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pela explosão, mas al-Moussawi disse que documentos encontrados indicam que o grupo terrorista planejava atacar canais de notícias árabes e outros escritórios de comunicação no país.

O incidente levanta dúvidas sobre a capacidade das forças de segurança iraquianas para proteger o país. As tropas de combate norte-americanas se preparam para deixar o Iraque até o final de agosto.

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