Ataque com gás tóxico deixa 49 feridos na Bulgária

Um ataque com gás tóxico no centro da capital da Bulgária deixou hoje 49 pessoas feridas - cinco com gravidade -, informou o Ministério do Interior búlgaro. "Não sabemos ainda se se trata de uma ação terrorista", disse um porta-voz do ministério. Ele acrescentou que um suspeito do ataque, um homem aparentando 50 anos, foi detido duas horas depois. O homem afirmou ter derrubado acidentalmente um frasco contendo o gás que se quebrou. A bomba com gás clorídrico foi lançada sobre extensa fila de búlgaros numa delegacia policial de trânsito que aguardavam atendimento. As autoridades búlgaras identificaram o gás venenoso como sendo o pesticida cloropicrina - um agente usado como arma durante a 1ª Guerra Mundial tanto pelos alemães quanto pelos aliados. Atualmente, o produto é largamente utilizado como pesticida agrícola. Na Bulgária, esse gás entra ainda na composição de granadas lacrimogêneas. Em pequenas quantidades, causa irritação nos olhos e na pele. Inalado em grandes quantidades pode causar graves danos ao fígado e ao sistema respiratório, principalmente, podendo levar à morte. Segundo as autoridades sanitárias búlgaras, a cloropicrina pode ter, em alguns casos, efeito retardado. Por isso, estão pedindo o comparecimento aos postos da saúde da cidade de todos os que estavam na central de trânsito naquele momento. A Bulgária, mais novo membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), apoiou a invasão do Iraque pelas forças da coalizão e mantém tropas no país árabe, liderada pelos Estados Unidos, e vem recebendo ameaças de supostos extremistas muçulmanos, que exigem o repatriamento dos soldados búlgaros. Ainda hoje, pouco depois do ataque no centro de Sófia, o chanceler búlgaro, Solomon Passi, reiterou que as tropas continuarão sua missão no Iraque. Ele confirmou que o contingente búlgaro vem sendo fustigado por milícias xiitas na região de Kerbala. "A posição búlgara não sofrerá nenhuma modificação", insistiu.

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