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Ataque com machados e facas que matou 21 foi 'terrorismo', diz China

Um confronto envolvendo machados, facas, ao menos uma arma de fogo e terminando com o incêndio de uma casa deixou 21 mortos na conturbada região de Xinjiang, no extremo-oeste da China, disse uma porta-voz do governo nesta quarta-feira, que classificou o incidente de "ataque terrorista".

Reuters

24 de abril de 2013 | 09h53

Nove moradores, seis policiais e seis uigures foram mortos na tragédia de terça-feira, disse Hou Hanmin, porta-voz do governo de Xinjiang.

Não ficou claro de imediato quantos morreram queimados.

Hou disse o nome de nenhum grupo, mas a China atribuiu os ataques anteriores em Xinjiang--rica em energia e estrategicamente localizada nas fronteiras com o Afeganistão, Paquistão, Índia e Ásia Central--a separatistas islâmicos que querem estabelecer um Estado independente do Turquestão Oriental.

Muitos uigures, um povo muçulmano de língua turcomana nativo de Xinjiang, se irritam com o controle chinês sobre sua religião, língua e cultura.

Três "agentes comunitários" patrulhavam um bairro do distrito de Bachu, conhecido como Maralbexi por uigures, em Kashgar após uma denúncia de que havia "pessoas suspeitas" em uma casa particular, disse Hou.

Um dos três usou um telefone para pedir ajuda depois de encontrar várias facas, disse Hou.

Vários policiais e outros "agentes comunitários" vieram em diferentes grupos para a casa, onde os uigures usaram machados e facões para atacar os policiais e trabalhadores, disse Hou.

Algumas autoridades chinesas culpam esses ataques a militantes islâmicos treinados no Paquistão. Mas muitos grupos de direitos humanos dizem que a China exagera a ameaça para justificar o seu controle estrito sobre a região.

Dilxat Raxit, porta-voz do exilado Congresso Mundial Uigur, disse que a violência foi provocada pelo assassinato de um jovem uigur por "chineses armados", o que levou os uigures a retaliar.

(Por Sally Huang, Terril Yue Jones, Sui-Lee Wee e Michael Martina)

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