Ataque com míssil mata pelo menos 19 na Síria

Seis crianças estão entre as 19 vítimas de um ataque contra uma série de edifícios na cidade de Alepo, norte da Síria, no noite desta terça-feira (horário local), informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos.

AE, Agência Estado

19 de fevereiro de 2013 | 11h32

Vídeos colocados na internet mostram vários homens fazendo buscas em meio aos prédios destruídos no bairro de Jabal Badro. Um homem usava uma marreta para quebrar o concreto; em outra imagem uma escavadeira revira os escombros.

Segundo o grupo sediado em Londres, "é provável que um míssil terra-terra" tenha sido disparado contra Jabal Badro, nas proximidades da cidade de Alepo, nesta segunda-feira. Seis crianças e três mulheres estão entre as 19 vítimas identificadas, mas "o número de mortos deve aumentar, na medida em que os corpos são resgatados dos destroços", afirmou o Observatório.

O ativista Mohammed al-Khatib, que mora em Alepo, disse, via Skype, que o ataque parece ter sido realizado por um grande míssil terra-terra, em razão da escala de destruição e porque os moradores não relataram ter ouvido o barulho de um jato, como costuma acontecer em ataques aéreos.

Embora as forças de do presidente Bashar Assad costumem lançar ataques aéreos regulares contra áreas controladas por rebeldes, o uso de grandes mísseis tem sido limitado.

Em dezembro, autoridades dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) confirmaram que forças sírias haviam disparado mísseis Scud contra áreas rebeldes no norte sírio.

Rebeldes e forças do governo entraram em confronto nas proximidades do aeroporto internacional de Alepo e na base militar de Kweiras, que fica nas proximidades, informou o Observatório. O tráfego aéreo no local está interrompido há semanas, desde que os rebeldes lançaram sua ofensiva para tomar as instalações.

O Observatório também relatou ataques de forças do governo e confrontos a leste e ao sul da capital, Damasco. A agência estatal de notícias síria disse que o Exército realizou "operações contra terroristas" em Alepo, mencionando uma série de bairros que não incluem Jabal Badro. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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