Jawad Jalali/EFE
Jawad Jalali/EFE

Ataque contra base militar afegã deixa 18 soldados mortos; Taleban reivindica autoria

Trata-se do quarto atentado no mesmo dia contra alvos do governo; violência se intensificou no Afeganistão após Donald Trump revelar uma estratégia mais agressiva

O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2018 | 06h56

CABUL - Militantes do Taleban atacaram uma base militar afegã na província de Farah, na madrugada deste sábado, 24, deixando ao menos 18 soldados mortos e outros dois feridos, informou o ministro da Defesa.

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"Um número importante de insurgentes atacou a base de Bala Buluk em Farah. Infelizmente, perdemos 18 soldados e outros ficaram feridos", disse o ministro, general Daulat Wazir, que anunciou o envio de reforços ao local. O vice-governador da província, Yunus Rasooli, confirmou o ataque e anunciou o envio de uma comissão de investigação.

O ataque ocorreu às 3h locais, o que resultou em enfrentamentos entre os talibãs e as forças de segurança. O ministro informou que os insurgentes também sofreram baixas, mas não ofereceu um balanço exato de vítimas.

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Os talibãs reivindicaram o ataque no Twitter, através do porta-voz, que menciona "20 soldados mortos e dois sequestrados". Trata-se do quarto ataque neste sábado contra alvos do governo após outros três atentados suicidas contra a sede dos serviços de inteligência afegãos (NDS), em Cabul, e contra duas posições da NDS e do Exército em Helmand, no sul.

Em Cabul, três pessoas morreram e cinco ficaram feridas, segundo o último balanço do Ministério do Interior. Até o momento, esse atentado não foi reivindicado. Na província de Helmand, dois atentados reivindicados pelos talibãs contra um base militar e um posto policial deixaram, respectivamente, dois mortos e sete feridos entre os soldados, assim como sete feridos dentro das localidades da NDS. Os talibãs controlam dez dos 14 distritos desta província do sul.

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A capital do Afeganistão ficou em alto estado de alerta desde que um homem-bomba do Taleban explodiu uma ambulância em uma movimentada rua, em 27 de janeiro, matnado mais de 100 pessoas e deixando, pelo menos, 235 feridas.

A violência se intensificou no Afeganistão desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou uma estratégia mais agressiva em agosto, com as forças lideradas pelos americanos, realizando mais ataques aéreos e os talibãs respondendo com bombas, emboscadas e ataques.

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Desde o final da missão de combate da Organização do Tratado do Atlântico Norte(OTAN), em janeiro de 2015, o governo de Cabul tem perdido terreno para os insurgentes até controlar apenas 57% do país, segundo o inspetor especial geral para a Reconstrução do Afeganistão do Congresso dos Estados Unidos.

Apesar disso, o número de civis vítimas do conflito diminuiu pela primeira vez em seis anos em 2017, com uma queda de 9% em relação a 2016, ainda que cada vez mais é o número de mortos e feridos dos atentados suicidas. /Reuters, AFP e EFE

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