AFP PHOTO / A MAJEED
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Ataque contra base militar no Paquistão mata 42

Dessas, 16 eram militares que rezavam em uma mesquita dentro do complexo; Taleban reivindicou autoria do atentado em comunicado

O Estado de S. Paulo

18 Setembro 2015 | 16h11

ISLAMABAD - Um ataque nesta sexta-feira, 18, a uma base das Forças Aéreas do Paquistão (PAF), perto da cidade de Peshawar, na região norte, matou 42 pessoas, das quais 16 eram militares que rezavam em uma mesquita dentro do complexo. As demais vítimas eram 10 soldados que trabalhavam na base, 3 civis e 13 insurgentes, informou o diretor-geral do escritório de relações públicas do exército (ISPR), Asim Bajwal.

Em entrevista coletiva, ele disse que o ataque aconteceu no começo da manhã em um acampamento da PAF na área de Badaber. De acordo com ele, os 13 insurgentes atacaram a base militar em dois pontos diferentes. "Os terroristas usaram lança-granadas e rifles automáticos para atravessar as portas e entrar na base aérea", afirmou o militar.

Segundo Bajwal, os insurgentes vinham do Afeganistão e "o ataque foi planejado, executado e controlado do país vizinho". "É cedo para dizer mais. Nosso departamento de inteligência está investigando", afirmou. O porta-voz garantiu que os militares que morreram pertenciam às forças aéreas, mas não deu informação sobre as três vítimas civis.

Em comunicado, o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou ação e a qualificou de "ataque terrorista". Ele informou que os militares têm "o total apoio da nação" e "em breve, todas as redes terroristas serão eliminadas do Paquistão".

Em um texto enviado à agência EFE, Muhammad Khurasani, porta-voz do principal grupo Taleban do país, o TTP, reivindicou a autoria do ataque realizado por "uma unidade insurgente" contra as forças aéreas do Paquistão na região de Badaber.

No texto, ele afirma que os Taleban tinham matado 50 militares paquistaneses, embora os insurgentes tenham o hábito de dar informações falsas sobre o alcance de suas ações.

Badaber faz fronteira com a região de Khyber, onde, em outubro, o Exército paquistanês iniciou uma ofensiva contra os insurgentes, que se somou a outra lançada em junho de 2014 na área tribal do Waziristão do Norte, a operação Zarb-e Azb. Pelo menos 3,5 mil insurgentes e 300 membros das forças de segurança paquistaneses morreram nessa campanha, segundo dados oficiais.

Em dezembro, como vingança por essas operações, o TTP realizou um ataque, que deixou 151 pessoas mortas, sendo 125 crianças, em uma escola de Peshawar. / EFE

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