Ataque contra delegacia mata pelo menos três na Argélia

Policiais abrem fogo e evitam que carro-bomba destrua prédio; número de vítimas pode aumentar

Agências internacionais,

29 de janeiro de 2008 | 07h45

Um carro-bomba explodiu nesta terça-feira, 29, na frente de uma delegacia de polícia no norte da Argélia, matando ao menos três pessoas e ferindo 23, informaram autoridades.   A explosão, na cidade de Thenia, 60 km a leste de Argel, danificou seriamente casas vizinhas, disse um oficial que exigiu anonimato. Os policiais abriram fogo contra o veículo conduzido por um terrorista suicida e conseguiram que este não atingisse o edifício da delegacia, mas existe o temor de que o número de vítimas aumente devido à amplitude dos danos causados pela explosão.   Este foi o último de uma série de atentados promovidos recentemente por militantes islâmicos no país do Magreb. No começo do mês, quatro pessoas morreram quando um veículo carregado de explosivos foi jogado contra uma delegacia de polícia em Naciria, leste de Argel.   Um duplo atentado suicida a bomba em 11 de dezembro contra escritórios da ONU e um prédio governamental em Argel deixou pelo menos 37 mortos. O grupo Al-Qaeda no Magreb Islâmico, associado à rede terrorista Al-Qaeda, assumiu responsabilidade pelos atentados.   O grupo - uma aliança entre a rede internacional de Osama bin Laden e um grupo islâmico argelino conhecido como Grupo Salafista para o Chamado e o Combate - tem promovido ataques cada vez mais ousados e sangrentos.   A Argélia enfrenta uma insurgência islâmica que irrompeu no início dos anos 1990, quando o exército cancelou o segundo turno de uma eleição parlamentar que um partido fundamentalista islâmico era certo vencer. Grupos armados recorreram então à força para derrubar o governo, e cerca de 200 mil pessoas já foram mortas na violência que se seguiu.   Até recentemente, a violência havia sido estancada. Mas a aliança dos salafistas com a Al-Qaeda no final de 2006 parece ter dado vida nova aos islâmicos, que derem início a grandes atentados contra alvos do governo e estrangeiros.

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