Ataque contra ex-premiê afegão ligado ao Taleban mata 16

Número de mortos pode chegar a 20; Hekmatyar estaria reunido com assessor na região das aldeias atacadas

Agência Estado e Associated Press,

07 de abril de 2008 | 10h35

Pelo menos 16 pessoas morreram quando forças americanas e afegãs atacaram uma remota aldeia nas montanhas do nordeste do Afeganistão depois de terem recebido informações de que o líder rebelde afegão Gulbuddin Hekmatyar estaria na região, informou nesta segunda-feira o governador da província de Nuristão, Tamim Nuristani. De acordo com o governo, militares acreditavam que Hekmatyar, um ex-primeiro-ministro que mais tarde aliou-se à milícia fundamentalista islâmica Taleban e à rede extremista Al-Qaeda, estava reunido com um importante assessor em Dohabi, um distrito de Nuristão. A ofensiva ocorreu no domingo e, segundo o governador, envolveu também ataques aéreos. Outros líderes locais informaram que diversos civis morreram no episódio. Além do Dohabi, também foram atacadas as aldeias de Shok e Kendal. O presidente da Assembléia Legislativa de Nuristão, Rahmatullah Rashid, disse que 19 pessoas morreram, todas elas civis. De acordo com ele, seis crianças, cinco mulheres e oito homens perderam a vida no ataque. Para Nuristani, "ainda é cedo para dizer" se há civis entre os mortos. Segundo ele, a versão sobre 16 mortes foi divulgada por policiais que visitaram os locais depois dos ataques. Mohammad Farooq, diretor de investigações criminais da província, disse que 20 pessoas morreram, entre civis e rebeldes. Além disso, prosseguiu ele, mais de 20 casas foram destruídas. Militares americanos e funcionários do Ministério da Defesa do Afeganistão negam que civis tenham morrido nos ataques. Até o momento, não foi possível esclarecer as divergências nos relatos porque os ataques aconteceram em uma região muito remota e perigosa do Afeganistão. Militares americanos acusam os rebeldes afegãos de divulgarem falsas notícias sobre mortes de civis para enfraquecer a coalizão estrangeira e o governo afegão.

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