Ataque contra manifestantes mata 1 menina na Tailândia

Homens armados a bordo de uma picape atacaram manifestantes contrários ao governo durante um protesto na região leste da Tailândia, matando uma menina e ferindo dezenas de pessoas. O ataque aconteceu na noite de sábado na província de Trat, onde cerca de 500 manifestantes que exigem a renúncia a primeira-ministra Yingluck Shinawatra realizavam um evento. Trat fica cerca de 300 quilômetros a leste de Bangcoc.

Agência Estado

23 de fevereiro de 2014 | 08h17

Foi o mais recente ataque de uma série de incidentes violentos registrados nos últimos três meses no país, que já deixaram 16 mortos e dezenas de feridos. Os manifestantes querem que Yingluck deixe o cargo para abrir caminho para que um governo interino, não eleito, implemente reformas.

As informações sobre as vítimas continuam confusas. Meios de comunicação tailandeses informam que três pessoas morreram no ataque em Trat e que vários feridos estão em estado grave, mas o chefe do Conselho Nacional de Segurança, tenente-general Paradorn Pattanathuabutr disse que houve apenas uma vítima fatal, uma menina de 8 anos. Já uma enfermeira do hospital de Trat, Nantiya Thientawatchai, disse que a vítima fatal tem 5 anos.

O tenente da polícia Thanabhum Newanit declarou que homens não identificados dispararam contra a multidão e que dois artefatos explosivos foram detonados. Não estava claro, porém, se o grupo de manifestantes, que tem guardar armados, revidou o ataque. O tenente e outras autoridades disseram que mais de 30 pessoas ficaram feridas.

Partidários e opositores do governo, assim como a polícia, têm sido vítimas da violência política no país, que até antes de sábado estava praticamente confinada em Bangcoc. Na noite de sexta-feira, seis pessoas ficaram feridas quando homens não identificados lançaram uma granada contra um grupo de manifestantes na capital.

Segundo Paradorn, "neste momento não sabemos quem está por trás do ataque, mas há vários fatores a serem levados em consideração na investigação", afirmou.

"A primeira-ministra expressou suas preocupações e pediu ao chefe da polícia nacional que acelere a investigação". Fonte: Associated Press.

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