Ataque contra missão de paz mata 12 no Sudão

A missão da União Africana está em Darfur desde 2003

BBC Brasil

30 de setembro de 2007 | 10h30

Um ataque contra uma base da União Africana (UA) na região sudanesa de Darfur deixou 12 soldados mortos e 25 feridos neste domingo, 30, no pior episódio para a missão de paz desde sua chegada em 2003. Ninguém assumiu a autoria do ataque, mas tropas do governo e grupos rebeldes trocam acusações sobre a responsabilidade pelo incidente.  Cerca de 7 mil soldados da União Africana participam da missão em Darfur e têm enfrentado dificuldades para proteger a população civil. O Conselho de Segurança das Nações Unidas já aprovou o envio de uma missão de paz de 26 mil soldados para reforçar o contingente da UA.  Pelo menos 200 mil pessoas foram mortas e cerca de 2 milhões tiveram de deixar suas casas nos quatro anos de conflito entre o governo sudanês - acusado de apoiar milícias muçulmanas, chamadas Janjaweed, que atacaram vilarejos de Darfur - e rebeldes contrários ao governo de Cartum.   Negociação de paz  O arcebispo sul-africano Desmond Tutu chega neste domingo ao Sudão, com uma delegação de ex-políticos, ex-diplomatas e defensores de direitos humanos para discutir a paz no país. O grupo, independente de qualquer governo ou organização internacional, foi criado por sugestão de Nelson Mandela para tentar encontrar soluções para os principais problemas do mundo, como o HIV-Aids, a pobreza e os conflitos.  A visita ao Sudão é a primeira missão do grupo, que deve se reunir com o presidente Omar al-Bashir em Cartum e com líderes comunitários e refugiados em Darfur.

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