Ataque da Otan mata 10 militantes no Afeganistão

As forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmaram que um ataque matou 10 militantes no Afeganistão, perto da fronteira com o Paquistão, no início desta segunda-feira. O ataque de tropas dos Estados Unidos, apoiados por forças locais, atingiu um complexo na província de Nangarhar, no distrito de Khogyani, após eles receberem relatos de atividade militante ali. Dez militantes foram mortos e um ficou ferido no confronto subsequente, afirmou um comunicado da aliança.

AE-AP, Agência Estado

05 de abril de 2010 | 12h28

Hoje também, uma mulher membro do conselho provincial de Baghlan, Nida Khyani, foi atingida na perna e no abdômen em Pul-e Khumri, capital da província do norte do país, segundo Salim Rasouli, chefe do departamento provincial de saúde. Um guarda-costas também foi levemente ferido no ataque. Suspeita-se que militantes do Taleban tenham realizado esta ação. O Taleban é contrário à educação de meninas e também à participação feminina na política.

Morte de civis

A Otan também confirmou hoje que tropas internacionais foram responsáveis pela morte de cinco civis, incluindo três mulheres, em fevereiro. Um comunicado da Otan afirmou que a aliança disparou contra dois homens, confundidos com insurgentes, no dia 12 de fevereiro em Gardez, ao sul de Cabul. Três mulheres foram mortas "acidentalmente" nessa ação.

Essas mortes afetaram os laços entre o governo do presidente afegão, Hamid Karzai, e seus apoiadores no Ocidente. Recentemente, Karzai afirmou que houve manipulação estrangeira, na eleição presidencial do ano passado, em mais um episódio de tensão bilateral.

Membros do Parlamento afirmaram que, durante reunião a portas fechadas no sábado, Karzai ameaçou duas vezes abandonar a política e passar à insurgência do Taleban, caso continue a pressão de parlamentares e seus apoiadores estrangeiros para que ele combata a corrupção e as fraudes eleitorais. Os parlamentares, que pediram anonimato, disseram que Karzai minimizou os possíveis danos às relações com os EUA.

Nesta segunda-feira, porém, um porta-voz da Casa Branca qualificou as acusações de Karzai sobre participação estrangeira nas fraudes eleitorais como "não verdadeiras".

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