Ataque de homem-bomba mata 35 e fere 180 em aeroporto de Moscou

Um homem-bomba matou ontem pelo menos 35 pessoas - entre elas 2 britânicos - e feriu outras 180 após detonar os explosivos que levava no setor de retirada de bagagens do aeroporto internacional de Domodedovo, em Moscou. O ataque ocorreu às 16h40 locais (11h40 de Brasília). Segundo a agência de notícias Ria-Novosti, muita fumaça podia ser vista na área após a explosão, que teve uma potência equivalente a de 7 quilos de TNT.

, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2011 | 00h00

Testemunhas relataram um forte cheiro de queimado e imagens de um cinegrafista amador, postadas na internet logo após o atentado, mostravam muitos corpos e fogo no terminal de desembarque internacional do aeroporto. O Kremlin classificou o ataque de "terrorista" e informou que três homens são procurados pela polícia. Todos seriam da região separatista do Cáucaso.

À tarde, a uma fonte policial, citada pela agência de notícias russa Interfax, disse que investigadores haviam encontrado a cabeça do suposto autor do atentado. De acordo com o policial, o homem-bomba teria entre 30 e 35 anos de idade e "traços árabes".

Citando agentes de inteligência da Rússia, a Ria-Novosti informou que os serviços de segurança do país "sabiam há uma semana da preparação do atentado terrorista". "Os serviços secretos receberam informação havia uma semana de que era possível um atentado terrorista em um dos aeroportos de Moscou", escreveu a agência. "Agentes procuravam três suspeitos, mas eles conseguiram entrar sem dificuldade no local."

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, prometeu ontem "perseguir e punir" os responsáveis pelo ataque e adiou sua viagem a Davos, onde participaria do Fórum Econômico Mundial. "A segurança será reforçada nos maiores centros de transporte do país", escreveu Medvedev no Twitter. "Lamentamos as vítimas do ataque terrorista em Domodedovo. Os responsáveis serão perseguidos e castigados."

Localizado a 42 quilômetros do centro de Moscou, Domodedovo é o aeroporto mais movimentado da Rússia. Em agosto de 2004, uma falha na segurança local permitiu que duas terroristas chechenas embarcassem com explosivos em dois voos diferentes, que explodiram no ar simultaneamente, matando 89 pessoas. / REUTERS e AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.