EFE/EPA/REHAN KHAN - 19/08/21
EFE/EPA/REHAN KHAN - 19/08/21

Ataque de homem-bomba mata duas crianças no Paquistão

Embaixada chinesa pediu às autoridades do Paquistão que conduzam uma investigação completa do atentado. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo incidente

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2021 | 09h29

XANGAI - Um atentado de homem-bomba no Paquistão realizado durante uma carreata nesta sexta-feira, 20, feriu um cidadão chinês e matou duas crianças locais, disse a embaixada chinesa em Islamabad neste sábado, 21. O ataque ocorreu na via expressa Gwadar East Bay, na região do Baluchistão, e os feridos foram tratados em um hospital local.

"A embaixada chinesa no Paquistão condena veementemente este ato de terrorismo, estende suas sinceras condolências aos feridos de ambos os países e expressa suas profundas condolências às vítimas inocentes no Paquistão", disse o órgão em um comunicado.

A embaixada chinesa pediu às autoridades do Paquistão que conduzam uma investigação completa do ataque. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo incidente.

Em julho, um homem-bomba atacou um ônibus que transportava trabalhadores para um local de construção de uma barragem no norte do Paquistão, matando 13 pessoas, incluindo nove cidadãos chineses.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão disse que militantes do Taleban paquistaneses, conhecidos como Tehrik-i-Taliban Paquistão, estão por trás do ataque. O grupo, contudo, disse à agência Reuters que não estava envolvido no ataque.

Pequim está investindo mais de US $ 65 bilhões em projetos de infraestrutura no Paquistão como parte do Corredor Econômico China-Paquistão.

"A China se opõe firmemente a todas as forças que usam o terrorismo como meio de obter benefícios geopolíticos", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês em um comunicado em resposta ao ataque do mês passado.

Um tablóide chinês dirigido pelo Diário do Povo, oficial do Partido Comunista, descreveu a explosão do ônibus como o ataque mais sério contra cidadãos chineses nos últimos anos. /REUTERS

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