Ataque de Israel a frota aumenta riscos de guerra no Oriente Médio, diz Síria

Presidente al-Assad chamou Estado judeu de piromaníaco e descartou possibilidades de paz

estadão.com.br

17 de junho de 2010 | 10h27

DAMASCO - O presidente da Síria, Bashar al-Assad acusou o governo "piromaníaco" de Israel de ter aumentado os riscos de guerra no Oriente Médio com o ataque à frota humanitária que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza no final de maio. As declarações do líder sírio foram feitas à rede de notícias BBC.

 

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A operação israelense, na qual nove civis turcos foram mortos, "destrói qualquer possibilidade de paz em um futuro próximo", segundo o presidente sírio. Al-Assad ainda acrescentou que a ação militar "prova que o governo israelense é piromaníaco e não é possível chegar à paz com ele.

 

Mesmo antes do ataque à Frota da Liberdade, no dia 31 de janeiro, o governo sírio não considerava a gestão de Benjamin Netanyahu, premiê israelense, como um parceiro para a paz. "Obviamente não temos um sócio para chegar a um acordo. Com este governo, a situação é diferente de como era com outros políticos israelenses", disse Al-Assad.

 

Em 2008, Síria e Israel encerraram negociações diretas de paz por conta da ofensiva israelense contra Gaza no final do ano. Apoiado pela Turquia, o diálogo se centrava na resolução do conflito entre os lados sobre as Colinas de Golã, território sírio tomado pelo Estado judeu na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

 

O ataque de Israel à frota humanitária gerou grande repercussão internacional, principalmente condenações dos países árabes e islâmicos. O Estado judeu atualmente conduz uma investigação interna sobre o ocorrido e incluiu poucos agentes internacionais na inspeção. Alguns países reclamaram da medida e dizem que rejeitarão o resultado do processo.

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