Ataque de Israel à prisão de Jericó termina com palestinos presos

Seis militantes palestinos se renderam após 10 horas de cerco e bombardeio contra uma prisão palestina na cidade de Jericó, nesta terça-feira. As forças israelenses que atacaram o centro de detenção procuravam pelos suspeitos da morte do ministro de Turismo de Israel, Rehavam Zeevi, assassinado em 2001. Entre os que se renderam está Ahmed Saadat, líder do grupo radical Frente Popular para Libertação Palestina (FPLP), o principal suspeito de ter planejado a morte de Zeevi. O principal objetivo do ataque israelense era Saadat e seus quatro cúmplices. Outro detido é Fouad Shobaki, coordenador de um grupo de contrabando de armas. Segundo o comandante palestino major-general Yair Naveh, outros 15 militantes também foram presos. O abandono internacional Autoridades palestinas acusam os EUA e a Grã-Bretanha de terem abandonado a segurança do presídio. O ministro das relações internacionais da Inglaterra, Jack Straw, disse em um comunicado que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos já haviam alertado a Autoridade Nacional Palestina (ANP) sobre a pouca segurança da prisão de Jericó. Straw disse que os dois países alertaram o líder palestino Mahmoud Abbas no dia 8 de março de que as forças de segurança inglesas e americanas, que faziam a segurança da prisão devido a um tratado de 2002, retirariam-se do centro de detenção caso a segurança do local fosse reforçada pela ANP. O porta-voz do Departamento do Estado dos Estados Unidos, Sean McCormack, concordou com Straw e disse que a retirada das forças americanas da prisão palestina aconteceu devido a falta de segurança. Segundo ele, as forças inglesas foram as últimas a se retirar da prisão, enquanto as americanas já tinham saído há tempos. Em protesto contra a ação das tropas israelenses, manifestantes destruíram a embaixada inglesa na Cidade de Gaza. Os funcionários já haviam sido retirados e ninguém ficou ferido.

Agencia Estado,

14 Março 2006 | 15h07

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