Jalaa Marey/AFP
Jalaa Marey/AFP

Síria acusa Israel de matar 2 soldados em ataque com mísseis em Damasco; ONG fala em 11 mortos

Desde o início do conflito na Síria, em 2011, Israel realizou diversos ataques contra as forças do regime e seus aliados, o Irã e o Hezbollah libanês, inimigos do Estado hebraico

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2020 | 19h06
Atualizado 01 de setembro de 2020 | 04h39

DAMASCO - A Síria acusou Israel de matar dois de seus soldados e ferir outros sete em um ataque com mísseis no sul do país árabe nesta segunda-feira, 31, e afirmou ter conseguido interceptar e derrubar a maioria dos projéteis disparados, informou a agência estatal de notícias síria Sana. A agência citou uma fonte militar não identificada. 

A ação, ainda segundo a Sana, aconteceu por volta das 22h40 (horário local; 17h40 de Brasília) e teria partido da região das Colinas de Golan  ocupada. "A agressão israelense causou a morte de dois mártires, deixou sete soldados feridos e danos materiais", afirmou a agência.  

Na madrugada desta terça-feira, 1, a Sana anunciou que uma civil foi morta na explosão. Ainda não é possível afirmar que esta morte está entre as duas contabilizadas horas antes.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) disse que foram ouvidas fortes explosões nas áreas rurais das províncias do sul de Al Sueida e Deraa e confirmou que elas foram causadas por um ataque "israelense". 

Segundo a OSDH, pelo menos 11 pessoas morreram após os ataques: três soldados sírios, sete milicianos pró-Irã e um civil.

A ONG informou ainda que o alvo da ação eram posições militares nas áreas de Izraa e Al Sheikh Maskin, no distrito administrativo de Deraa, e posições do grupo libanês xiita Hezbollah. "As defesas antiaéreas do regime repeliram os ataques nos céus sobre a região", anunciou a organização.

Israel frequentemente bombardeia alvos de forças leais ao presidente sírio, Bashar Assad, e seus aliados, milícias xiitas libanesas e iranianas, mas raramente confirma essas operações. As autoridades israelenses consideram que a presença do Irã na Síria representa uma ameaça para seu país.

Desde o início do conflito na Síria, em 2011, Israel realizou diversos ataques contra as forças do regime e seus aliados. No domingo, o chefe do Hezbollah, Hasan Nasrallah, afirmou que seu movimento mataria um soldado israelense para cada membro de sua formação morto por Israel. / EFE e AFP 

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