Ataque de Mumbai foi planejado no Paquistão, diz Rice

Para secretária de Estado dos EUA, não há dúvidas de que território paquistanês foi usado por terroristas

Agências internacionais,

08 de dezembro de 2008 | 08h05

"Não há dúvidas" de que os ataque mortíferos que atingiram Mumbai, a capital financeira da Índia, foram planejados dentro do Paquistão, segundo afirmou a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, no domingo, 7. Em entrevista à CNN, Rice foi a primeira funcionária do alto escalão do governo americano a relacionar o Paquistão aos ataques que mataram mais de 170 pessoas.   Veja também: Paquistão lança ação contra grupo acusado de atacar Mumbai Paquistão nega aceitar prazo para entregar suspeitos à Índia Índia admite falhas de segurança em ataques a Mumbai Índia jamais cauterizou as feridas de 1947 Assista ao vídeo com cenas dos ataques  Imagens de Mumbai     "Acredito que não há duvidas de que o território paquistanês foi usado provavelmente por pessoas sem ligação com o governo", afirmou, acrescentado que também não haveria evidências de envolvimento de oficiais paquistaneses. "Mas acredito que o Paquistão tem a responsabilidade de agir, e não importa se é contra pessoas não-ligadas ao Estado". Para a secretária de Estado, o Paquistão deve "atuar em breve" para prender os responsáveis pelo ataque e assegurar que não aconteçam novos atentados.   Na semana passada, Rice viajou para a região para tentar reduzir a tensão entre os dois países, inimigos históricos que possuem armas nucleares e aliados cruciais dos EUA. A Índia acusa um grupo criado com o apoio do serviço secreto indiano na década de 1980 pelos atentados, o Lashkar-e-Toiba. A facção negou qualquer responsabilidade nos ataques, mas um suspeito em custódia do governo indiano afirmou nos interrogatórios que foi treinado pelo Lashkar.   No domingo, Rice disse que o Lashkar e a Al-Qaeda "tendem em viajar nos mesmos círculos", apesar de não relacionar nenhum dos dois grupos terroristas aos ataques de Mumbai. Porém, a secretária de Estado reforçou que o Paquistão é obrigado a combater os terroristas dentro de suas fronteiras. "O importante agora é pegar os autores e prevenir novos ataques. E a cooperação do Paquistão, a ação do país, é absolutamente essencial nesse papel".   Sobre a possível ligação entre o governo paquistanês e o Lashkar, Rice reconheceu que os dois "possuem laços históricos - não há dúvida disso". "Mas o Paquistão está em uma nova posição agora, com um governo civil e uma liderança do Exército que está trabalhando para tentar conter o extremismo no Paquistão".

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