Ataque de rebeldes maoístas deixa ao menos 73 mortos na Índia

É o ataque mais violento da guerrilha esquerdista nos últimos anos no país

Efe

06 de abril de 2010 | 04h32

o menos 73 policiais indianos morreram nesta terça-feira em uma suposta emboscada da guerrilha maoísta registrada na região de Bastar (leste da Índia), informou uma fonte policial, destacando que se trata do pior ataque destas características nos últimos anos.

As forças de segurança recuperaram, até o momento, os corpos de 73 agentes e evacuaram oito feridos, disse à agência indiana "PTI" o porta-voz policial R.K. Vij, que atribuiu o ataque a um grupo composto por até mil guerrilheiros maoístas.

O ataque, que foi realizado na zona de floresta de Bastar, no estado centro-oriental de Chhattisgarh, parece ter sido meticulosamente planejado, segundo o diretor-geral da Polícia do estado, Vishwa Ranjan.

Ranjan indicou à agência indiana "Ians" que os guerrilheiros explodiram um veículo e provocaram várias explosões antes de abrir fogo contra uma centena de membros de uma unidade da Força da Reserva Central da Polícia (CRPF).

As autoridades indianas ordenaram o desdobramento de um amplo contingente de policiais regionais no local. Também foi enviado um helicóptero para transferência dos agentes feridos aos hospitais.

A patrulha policial voltava de tarefas de abertura de caminhos na floresta de Mukrana, uma região de forte presença insurgente, quando aconteceu o ataque, entre as 6h e 7h locais (entre 21h30 e 22h30 de quinta em Brasília).

Vij afirmou que a unidade atacada era composta por cerca de 80 homens, mas outra fonte citada pela "Ians" afirmou que a patrulha tinha 120 membros, e 700 maoístas participaram da ação.

A área de Bastar compreende cinco distritos em uns 40 mil quilômetros quadrados e é um dos eixos das atividades da guerrilha maoísta, que, para o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, é a ameaça interna mais grave do país.

A guerrilha permanece ativa, sobretudo no chamado "cinto vermelho", uma faixa de território no centro e no leste da Índia onde os rebeldes têm numerosos campos de treinamento e buscam o apoio do campesinato.

Conhecidos na Índia como naxalitas, por conta de uma revolta na aldeia bengali de Naxalbari em 1967, os maoístas lutam por uma revolução agrária de característica comunista

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