Ataque de rebeldes pró-Rússia mata 7 militares ucranianos

Em retaliação a sanções, Moscou anuncia que não pretende prolongar cooperação espacial com os Estados Unidos

KIEV , O Estado de S.Paulo

14 Maio 2014 | 02h02

Uma emboscada de separatistas pró-Rússia perto da cidade de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, deixou sete soldados ucranianos mortos ontem, no mais grave ataque ao Exército de Kiev na região. Ao mesmo tempo, em retaliação às sanções imposta pelos EUA, Moscou anunciou que não pretende prolongar o acordo com americanos sobre a Estação Espacial Internacional (ISS).

A Rússia declarou ainda que novas sanções da União Europeia prejudicarão os esforços para acalmar a crise na Ucrânia e pediu que o Ocidente convença Kiev a manter conversações sobre a federalização do país antes da eleição presidencial do dia 25. Os resultados dos referendos sobre autonomia em Donetsk e Luhansk, no domingo, "deveriam ser um claro sinal a Kiev sobre a profundidade da crise", afirmou Moscou.

A emboscada de ontem deixou o maior número de mortes no Exército ucraniano desde que soldados foram enviados para o leste, na região de população majoritariamente de língua russa. Eles tinham como missão desmobilizar grupos separatistas armados que tomaram o controle de cidades e edifícios públicos. Segundo o Ministério da Defesa de Kiev, uma coluna blindada foi alvo de tiros quando se aproximava de uma ponte a 20 km de Kramatorsk.

Cerca de 30 rebeldes, que se escondiam entre arbustos, atacaram com lançadores de granada e armas automáticas. Durante o combate, a população se refugiou nos porões de suas casas e o vilarejo ficou sem energia.

Outra resposta de Moscou anunciada ontem prevê suspender a operação de sites de sistemas de navegação por satélite GPS em seu território a partir de junho. Essa seria uma retaliação à recusa dos EUA em exportar para a Rússia licenças para itens de alta tecnologia para projetos militares. / REUTERS e EFE

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