Ataque deixa pelo menos doze mortos em Darfur

Pelo menos doze pessoas, entre eles crianças e idosos, morreram neste domingo em um ataque atribuído às milícias árabes pró-governamentais Janjaweed na região ocidental sudanesa de Darfur, informou uma fonte legislativa. No ataque lançado em Beerdeqiq, no norte de Darfur Oeste, ficaram feridos nove civis e outros oito desapareceram, disse à Efe o deputado sudanês Bachir Ibrahim Yehia. Além disso, os Janjaweed incendiaram 93 casas e saquearam outras 46, disse Yehia, que representa a um dos distritos de Darfur do Oeste no Parlamento sudanês. Segundo o deputado, os milicianos árabes atuavam sob as ordens de um coronel das Forças Armadas sudanesas, o que fontes do governo disseram desconhecer. No mês passado, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Jan Egeland, disse que foram documentados massacres e abusos sexuais contra mulheres por parte dos Janjaweed. Nesta domingo, o ministro de Exteriores francês, Philippe Douste-Blazy, pediu que o governo do Sudão trabalhe para que outras facções rebeldes se unam ao acordo de paz para Darfur. O ministro fez o pedido em entrevista coletiva em Cartum após se reunir com o presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, o ministro de Exteriores, Lam Akol, e outros dirigentes do Sudão. Além disso, pediu que as partes envolvidas no conflito de Darfur garantam a proteção dos civis e a chegada de ajuda humanitária aos refugiados da guerra nessa zona do oeste do Sudão. O conflito de Darfur começou em fevereiro de 2003, quando o Movimento de Libertação do Sudão (MLS) e o Movimento pela Justiça e Igualdade (MJI) iniciaram um levante armado por causa da pobreza e marginalização na zona, e pelo controle dos recursos naturais.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.