Ataque destruiu ‘oleoduto sobre rodas’ do grupo

A retaliação contra os ataques e as mortes da sexta-feira, em Paris, foi dura – dez caças, Rafale e Mirage 2000/Mk5, despejaram ao menos 20 bombas sobre posições do Estado Islâmico na capital do califado, Raqqa, no leste da Síria. Foi uma façanha. O grupo decolou das bases nos Emirados Árabes e Jordânia com sistemas de precisão de 250 kg e 450 kg, guiados a laser. Voaram baixo, em alta velocidade e sob silêncio de rádio. Os alvos destruídos – um centro de logística, um campo para treinamento, um depósito subterrâneo – são importantes, mas não alteram a capacidade de luta dos radicais do EI.

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2015 | 19h40

Os EUA foram mais efetivos: empregando dois Hércules AC-130W na versão canhoneira, e quatro A-10B de ataque pesado, destruiram o “oleoduto sobre rodas”, a megafrota de 1.200 caminhões que transporta o rico petróleo leve extraído pelo EI na região de Deir al-Zour. Sem um oleoduto o produto é escoado por meio de centenas de carretas, mantidas em constante movimento ao longo da estrada que leva ao terminal de distribuição, em território iraquiano.

O jato A-10, armado com o maior canhão montado em aviões de porte médio, um grande Gatling de 30 mm capaz de disparar munição de urânio exaurido, interrompeu o fluxo dos veículos atingindo as unidades de controle do grupo.

Em seguida, os AC-130 – equipados com um obus de 105 mm e um canhão de 30 mm, além de enorme variedade de sistemas de ataque ao solo – aplicaram o “iron carpet”, o tapete de aço como é chamado o fogo intenso de cobertura sobre um determinado ponto.

No final, havia 116 cavalos mecânicos imobilizados, quase todos em chamas.

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