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Ataque do Boko Haram deixa 37 mortos no nordeste da Nigéria

Extremistas atacaram aldeias nos arredores do bosque de Sambisa; Nigéria liderará força multinacional para combater rebeldes

O Estado de S. Paulo

12 de junho de 2015 | 16h59

BAUCHI, NIGÉRIA - Extremistas do grupo Boko Haram queimaram seis aldeias no nordeste da Nigéria, matando ao menos 37 pessoas nos arredores do bosque de Sambisa, afirmou nesta sexta-feira um sobrevivente que conseguiu fugir do massacre.

Ahmed Ajimi, integrante do Grupo de Autodefesa Nigeriano anti-Boko Haram, afirmou que muitas das vítimas dos ataques, executados na noite de quarta-feira, eram agricultores que haviam retornado há pouco tempo para suas casas depois de soldados nigerianos terem expulsado os extremistas da região.

"(O que aconteceu) foi realmente horrível", disse Ajimi, que relatou a forma como os insurgentes atacaram as aldeias: a partir de caminhonetes em movimentos, os extremistas atiravam e arremessavam bombas incendiárias contra os telhados de palhas das casas nas aldeias. O sobrevivente afirmou que só sobreviveu porque se escondeu em um arbusto.

Na semana passada, militantes do Boko Haram divulgaram um vídeo rechaçando a versão do Exército de que o grupo estaria cercado nas imediações do bosque de Sambisa e afirmou que mantém o controle de regiões a vários quilômetros de distância.

Especialistas estimam que apenas no ano passado os ataques do Boko Haram mataram mais de 10 mil pessoas na Nigéria e nos países vizinhos que também foram alvo do grupo.

Comando. Em uma cúpula extraordinária ente os líderes de Chade, Benin, Níger aprovou ontem que a Força Multinacional Conjunta que luta contra o Boko Haram sejam liderada pela Nigéria.

Com a decisão, o recém-empossado presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, liderará os cerca de 8,7 mil soldados que combatem os extremistas. O país pediu mais protagonismo nas ações militares por fornecer a maior parte dos soldados e por ser em seu território que ocorrem a maior parte das ações do Boko Haram.

Também durante a cúpula, Buhari pediu apoio financeiro e logístico da União Africana para futuras operações contra os insurgentes. / AP e EFE

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