Ataque do Boko Haram deixa mais de 40 mortos no nordeste da Nigéria

Militantes do grupo terrorista atacaram duas aldeias no Estado de Borno, no nordeste do país, e abriram fogo contra os moradores

O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2015 | 11h41

MAIDUGURI, NIGÉRIA - Mais de 40 pessoas morreram em novos ataques de supostos militantes do grupo jihadista Boko Haram em duas aldeias no nordeste da Nigéria, informou a polícia de Maiduguri, a capital do estado de Borno.

Grupos de homens armados atacaram os distritos de Debiro Hawul e Debiro Biu, no volátil estado de Borno, segundo a corporação. "Estamos esperando o balanço definitivo dos mortos e feridos, mas as informações preliminares apontam que mais de 40 pessoas morreram no ataque", explicou o comunicado policial, que não descartou que o número seja maior pela "intensidade" da ação.

De acordo com testemunhas, os agressores, que chegaram em motocicletas e veículos com armas acopladas, dispararam contra os moradores e saquearam lojas nos dois vilarejos entre o fim da noite de segunda-feira e a manhã de terça-feira.

Os detalhes do atentado demoraram horas para vir à tona em razão da precariedade da rede de telecomunicações dos vilarejos remotos do nordeste nigeriano, região na qual o Boko Haram já matou milhares de pessoas em sua ofensiva de seis anos para criar um Estado que siga a Sharia (lei islâmica).

“Eles estavam atirando esporadicamente e depois começaram a saquear as lojas e a atear fogo nos lugares”, contou a testemunha Hussaini Adamu, que escapou com outros moradores e se escondeu na vegetação depois de fugir de Debiro Biu.

Suicida. Na terça-feira, uma terrorista suicida, de 12 anos, matou 10 pessoas ao detonar o cinturão de explosivos que carregava no corpo em Wagir, no estado de Yobe. Na segunda-feira, outros dois terroristas suicidas atacaram um estacionamento próximo a um mercado de peixe em Maiduguri, ação que deixou mais de 20 mortos

Desde a posse do presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, no final de maio, o Boko Haram intensificou os atentados no país, apesar dos avanços da operação militar conjunta de Chade, Camarões, Níger e a própria Nigéria. Buhari fez de Maiduguri o centro de comando da campanha militar contra o Boko Haram. / EFE e REUTERS

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