REUTERS|John Vizcaino
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Ataque do ELN mata 12 pessoas em zona rural da Colômbia

Segundo o governo, militares faziam patrulha de funcionários que carregavam material das eleições de domingo no Departamento (Estado) de Boyacá; dois soldados continuam desaparecidos

O Estado de S. Paulo

27 Outubro 2015 | 12h33

BOGOTÁ - Pelo menos 11 soldados e 1 policial morreram na segunda-feira, 26, em um ataque aparentemente cometido pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) a uma patrulha na zona rural do município de Güicán, no Departamento (Estado) de Boyacá. Os militares acompanhava funcionários do governo no transporte de material eleitoral da região, quando foram atacados com explosivos e tiros de fuzil.

Nesta terça-feira, 27, o comandante do Exército, general Alberto Mejia, afirmou que quatro pessoas que estavam desaparecidas - incluído um soldados e dois funcionários eleitorais e um guia indígena - foram localizados, mas que dois soldados possivelmente foram capturados pela ELN. Mejia disse ainda outros três soldados ficaram feridos no ataque.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, expressou suas condolências às famílias das vítimas e disse que o ataque manchou aquelas que tinham sido as eleições mais seguras do país em décadas, com uma redução de 60% da violência em comparação com a votação anterior para governador, prefeito e outras autoridades locais, de 2011.

Santos também criticou o ELN, com quem o governo mantém diálogos "exploratórios" desde janeiro de 2014 a fim de iniciar um processo de paz como o que se mantém há quase três anos em Cuba com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Este fato demonstra que o ELN não entendeu que estes são tempos de paz e não tempos de guerra", disse o presidente. "O ELN está totalmente equivocado se acredita que com isso vai ganhar espaço político ou se fortalecer em uma eventual negociação."

O ministro da Defesa da Colômbia, Luis Carlos Villegas, afirmou que enviou um comandante do alto escalão militar para a região para supervisionar os esforços de busca pelos desaparecidos e pelso responsáveis pelo ataque. "(As vítimas) estavam protegendo a liberdade política de nossos irmãos de Uwa", ressaltou Villegas.

Há 10 dias, o presidente do Equador, Rafael Correa, disse que representantes do governo colombiano e do ELN se reuniram seis vezes no Equador para encaminhar um diálogo de paz.

No domingo, duas horas antes da votação para eleger prefeitos e governadores na Colômbia, um ataque do ELN na região rural de Anorí (Antioquia) causou a morte de um soldado. A guerrilha também ativou minas na região rural de Teorama (Norte de Santander), o que deixou outro militar ferido. / EFE e AP

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