Ataque dos EUA mata 12 militantes no Paquistão

Aviões não tripulados dos Estados Unidos dispararam mísseis na madrugada de hoje tendo como alvos militantes ligados à rede extremista Al-Qaeda, no noroeste do Paquistão. Doze rebeldes foram mortos, segundo funcionários do setor de segurança. É o terceiro ataque do tipo com mortes no país em 24 horas.

AE, Agência Estado

15 de setembro de 2010 | 10h45

O ataque foi dirigido contra a rede Haqqani, disseram funcionários. A rede é um grupo sediado no Paquistão com laços com a Al-Qaeda e o Taleban e um dos mais duros inimigos das forças de segurança no país e no vizinho Afeganistão.

Apenas neste mês, ataques com mísseis dos EUA mataram 76 militantes no instável cinturão tribal na fronteira afegã, uma área considerada por Washington a sede global da Al-Qaeda e a região mais perigosa da Terra.

O Paquistão enfrenta problemas em razão das enchentes que afetaram 21 milhões de pessoas, no pior desastre humanitário no país. Os militantes, porém, passaram a atacar com mais frequência nas últimas semanas.

A informação sobre o atentado contra duas instalações usadas por militantes, que matou 12 deles, foi divulgada por um alto funcionário do setor de segurança. A ação ocorreu na vila de Dargah Mandi, nas proximidades de Miranshah, principal cidade do Waziristão do Norte, distrito tribal onde os mísseis dos EUA mataram ontem 15 militantes em ataques.

Os EUA não admitem os ataques com mísseis publicamente, mas funcionários em Washington, pedindo anonimato, notam que essas ações são fundamentais para proteger as tropas estrangeiras no Afeganistão e já mataram várias lideranças dos militantes, entre eles o chefe do Taleban no Paquistão, Baitullah Mehsud. As informações são da Dow Jones.

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