Ataque dos EUA mata líder da Al-Qaeda na Somália

O principal líder da Al-Qaeda na Somália, Aden Hashi Ayro, foi morto ontem, juntamente com 30 combatentes islâmicos, num ataque aéreo americano na cidade de Dusamareeb, região central do país africano.Ayro liderava a milícia Shebab, um dos grupos insurgentes islâmicos que atuam no país. Sua milícia é considerada o braço armado do movimento Conselho das Cortes Islâmicas, que pretende impor a sharia (a lei islâmica). Outro importante líder da milícia, o xeque Muhidin Mohamud Omar, foi morto na ofensiva, na qual foram utilizados mísseis Tomahawk.O ataque foi um duro golpe contra os muçulmanos radicais, que chegaram a controlar o centro e o sul do país em 2006, mas foram logo expulsos pelas tropas regulares do Exército, que recebem apoio e armas da vizinha Etiópia. Desde então, o goveno somali tem autorizado incursões áereas americanas contra as milícias, que vinham conquistando posições nas últimas semanas. Os EUA acusam essas milícias de abrigar terroristas da Al-Qaeda ligados aos ataques contra as embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia, em 1998.Nos últimos anos, a Casa Branca também passou a apoiar líderes de bandos armados que combatem as milícias islâmicas. A estratégia não tem surtido muito efeito - na prática, fez crescer o sentimento antiamericano no país.Treinado no Afeganistão, Aydo era um dos líderes muçulmanos mais temidos do Chifre da África. Ele começou a ficar conhecido em 2005, quando comandou um assalto a um cemitério italiano de Mogadiscio, a capital do país, construído durante o período colonial. Centenas de corpos de italianos foram exumados e jogados ao mar. Aydo ergueu no local uma mesquita. Ele também era acusado de ser responsável pelo assassinato de uma jornalista da BBC e de planejar atentados suicidas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.