Ataque dos EUA matou mulher de líder taleban do Paquistão

Baitullah Mehsud não estava na casa do sogro durante ataque com aviões não-tripulados americanos

05 de agosto de 2009 | 08h30

Um suposto ataque de aviões não-tripulados dos Estados Unidos matou uma das mulheres do chefe do Taleban no Paquistão, segundo relatos dos familiares da vítima à BBC. Dois mísseis atingiram a casa do sogro de Baitullah Mehsud, o principal comandante do grupo no país. Fontes da inteligência do Paquistão e funcionários do Exército confirmaram a informação.

 

Quatro crianças teriam ficado feridas no ataque na quarta-feira, segundo relatos das autoridades locais. A casa pertencia a Malik Ikramuddin, sogro de Mehsud. O sobrinho de Ikramuddin, Mohammad Iqbal Mehsud, disse à BBC que mais de 40 pessoas estavam na casa no momento do ataque na região do Waziristão do Sul, mas muitas não ficaram feridas. O local é um reduto do Taleban e de militantes da Al-Qaeda e tem sido alvo constante de ataques de aviões americanos não-tripulados.

 

Várias áreas controladas por Mehsud foram alvos de ataques americanos recentes, mas este seria o primeiro atentado envolvendo familiares do líder taleban. As forças militares americanas não costumam confirmar a realização de ataques deste tipo. Em março, o presidente americano, Barack Obama, havia dito que seu governo consultaria o Paquistão sobre ataques com aviões não-tripulados.

 

Um familiar de Mehsud afirmou que o chefe taleban não estava no local atacado. Segundo seu primo, "Baitullah está salvo e vivo". Baitullah Mehsud, senhor da guerra da região do Waziristão, na fronteira com o Afeganistão, estaria no comando de cerca de 20 mil militantes em uma zona conhecida por abrigar membros da Al-Qaeda. O Departamento de Estado dos EUA oferece US$ 5 milhões pela cabeça do líder taleban - que teria cerca de 35 anos, seria diabético e, muito provavelmente, analfabeto. A revista Time colocou Mehsud em sua lista das "100 pessoas mais influentes do mundo". O senhor da guerra, segundo a Time, seria "um ícone da jihad global".

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