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Ataque dos EUA pode mobilizar até 250 mil soldados

Os Estados Unidos dispõem de um planode guerra contra o Iraque que envolverá entre 200 mil e 250 milsoldados, ataques aéreos curtos e a rápida invasão do territórioiraquiano. A Grã-Bretanha - maior aliada do presidente George W.Bush num possível ataque - também já estaria preparada paraenviar à região 20 mil soldados. As articulações militares americanas e britânicas coincidemcom a aprovação, pelo Conselho de Segurança da ONU, da resolução1.144, que dá prazo de uma semana para que o Iraque se desarme eprevê o retorno dos inspetores da ONU a Bagdá, num prazo de 45dias, com acesso irrestrito aos locais tidos como suspeitos. A revelação do plano americano foi feita hoje, pelo jornalThe New York Times, com base em fontes do Pentágono, que nosúltimos meses deslocou tropas para a região do Golfo Pérsico. OsEUA estariam preparados para iniciar a campanha em março, com umataque aéreo mais curto do que os da Guerra do Golfo, em 1991. Na ocasião, a ação aérea contra o Iraque durou 43 dias. Acampanha, que teria como comandante o general Tommy Franks,presidente do Comando Central americano, não prevê a separaçãoentre ações aéreas e ataques terrestres. As incursões aéreas, àbase de bombardeiros B-1 e B-2, teriam como objetivos ospalácios, defesas aéreas e bases do presidente Saddam Hussein,além de evitar a destruição em massa que ocorreu em 1991. O segundo passo seria invadir rapidamente - com tropasbritânicas - o território iraquiano ao norte, oeste e sul, parautilizá-lo como base numa posterior invasão da maior parte dastropas terrestres e evitar o envolvimento de países vizinhos,como a Arábia Saudita. O plano britânico foi divulgado pelo jornal The Sunday Times.Além de soldados da 7ª Brigada Armada, as Forças Armadasbritânicas também utilizariam homens do 4º Batalhão, dirigidopelo general Robin Brims, que teria à sua disposição tanquesChallenger. De acordo com porta-vozes do Ministério da Defesa britânico, as tropasinglesas poderiam entrar em ação em menos de três semanas,caso haja sinal verde do primeiro-ministro Tony Blair e dopresidente Bush.

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